quarta-feira, 27 de agosto de 2008


DESAPEGO

No mural do colégio da minha filha
encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
_ Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
_Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma .

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida. Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile .
Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos

... e se só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ !

terça-feira, 19 de agosto de 2008


Aprenda o que comer antes e depois da atividade física.



(http://minhavida.uol.com.br/MostraMateria20.vxlpub?CodMateria=2277&CodEspecialista=9&TipoConteudo=Especialistas_Materias&CodSecao=64)





Se alimentar corretamente é fundamental para ter os efeitos desejados



Começamos bem! Primeiro, estamos fazendo ginástica e isso é muito bom. Segundo, sabemos que devemos comer alguma coisa antes e depois de terminar os exercícios, o que é melhor ainda.



A maior fonte de energia para o trabalho muscular durante o exercício físico é proveniente da glicose do fígado. Isso ocorre quando estamos fazendo nossa atividade física habitual ou quando um atleta de alta performance está em atividade. Essa utilização dos nossos estoques hepáticos de glicose determina perda de até 50% da reserva de glicose na primeira hora.



A utilização dessa fonte de energia também ocorre normalmente durante as nossas atividades da vida diária, inclusive no repouso noturno, o que determina grande perda noturna da glicose do fígado e a necessidade de nos alimentarmos pela manhã antes da ginástica.


Se o maior substrato para o exercício e para a manutenção da atividade cerebral é a glicose, nada mais óbvio do que utilizá-la antes da malhação. Isso poderá evitar os sintomas nada agradáveis da hipoglicemia baixa de glicose no sangue caracterizada por mal estar, sudorese fria, palidez cutânea, tremores, palpitações e o vexame de um desmaio durante os treinos. Muitas vezes, os sintomas são mais sutis, como cansaço físico, baixo rendimento na ginástica e dores de cabeça.



Os aliados



A melhor forma de ingerir glicose é aquela em que as inúmeras moléculas de glicose são ligadas entre si em uma longa cadeia, produzindo um carboidrato complexo ou amido na forma de pão. Isso mesmo! O pão é o melhor alimento para garantir nosso substrato de glicose quando vamos nos exercitar.



Não adianta comer uma banana e ir para a academia como muitas pessoas fazem. A diferença básica é de que no amido, as moléculas de glicose são liberadas para o sangue de maneira lenta e gradual, garantindo um suporte energético estável e contínuo, ao passo que os carboidratos das frutas são basicamente frutose e sacarose, que são carboidratos de liberação rápida.



Além disso, podemos ir um pouco além e fazer uma dieta balanceada, que nos garanta a ingestão de carboidratos em todas as refeições, inclusive naquela que antecede o dia da ginástica, garantindo, assim, estoques completos de glicose no fígado e um alto rendimento físico durante a ginástica.



A ingestão de carboidratos não atrapalha os planos de quem deseja perder peso. Uma dieta balanceada tem 50% de suas calorias na forma de carboidratos e para que ela induza a perda de peso, basta que seu total calórico seja menor do que o gasto calórico da pessoa em questão. Além disso, é importante entender que a perda de peso não ocorre somente enquanto nos exercitamos, uma vez que a prática regular de atividade física aumenta o nosso gasto calórico diário e não apenas enquanto nos exercitamos. Como nosso estoque de glicose é limitado, o organismo humano utiliza as gorduras como fonte de energia quando a pratica de atividade física tem duração superior a 30 minutos.



A utilização de gordura como energia evita que os estoques de glicose reduzam a valores muito baixos, prevenindo assim episódios de hipoglicemia. A gordura utilizada para gerar energia durante a atividade física é proveniente dos estoques corporais, na forma de triglicérides armazenado nas células gordurosas ou circulantes na corrente sanguínea.



A utilização de gordura e de glicose acontece de forma simultânea, porém a glicose é utilizada em menor proporção. Isso significa que para o organismo humano utilizar gordura durante exercício físico, nosso estoque de glicose deve estar adequado, e só conseguimos isso com alimentação balanceada.



Logo, quando praticamos uma atividade física simples, devemos fazer um lanche com duas ou três fatias de pão branco ou integral e laticínios magros como queijo branco frescal ou embutidos magros, como o presunto de peru ou a blanquette de peru.



À medida em que nossa atividade física vai ficando mais intensa, precisamos também de uma dieta mais elaborada e de uma suplementação de carboidratos, caso dos atletas que participam de corridas de longa distância e de maratonas.


Hidrate o corpo



Além das medidas dietéticas, a hidratação antes e durante os exercícios físicos, proporciona a reposição da água perdida durante os mesmos, impedindo a desidratação e a perda eletrolítica. Nos casos simples, pode ser feita com água potável, podendo ainda se utilizar líquidos isotônicos, observando os cuidados na quantidade calórica ingerida, calculando-se esse percentual na dieta do atleta.



Quando a pessoa consegue se alimentar corretamente antes da ginástica e consegue ainda boa hidratação durante a realização dos exercícios, sua próxima refeição pode ser no horário habitual da dieta. Melhor ainda seria deixar uma ou duas porções de frutas para o final da ginástica. Além de hidratar, elas garantem suprimento de frutose, sacarose e eletrólitos que recompõem com propriedade as forças do guerreiro para a ginástica do dia que começa.



Ellen Simone Paiva Endocrinologista e nutróloga. Diretora clínica do CITEN - Centro Integrado de Terapia Nutricional.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008


A influência do Sol em nossas emoções

(FONTE: www.weleda.com.br/cosmeticos/)

O astro fundamental para a sobrevivência dos seres vivos nos dá, também, o equilíbrio emocional
Desde a Antiguidade, o Sol é adorado pelos homens, que sempre reconheceram a sua importância para a manutenção da vida e da saúde de todos os seres vivos. No Egito, a figura do deus-sol Khepri era um escaravelho alado, que segurava a bola solar, simbolizando a nova vida. Apolo era o deus que representava o Sol, o algoz da escuridão, adorado na Grécia. Já na cultura andina, o Sol aparece no centro do calendário asteca, esculpido numa pedra circular.O ano era dividido em dezoito meses curtos e a importância solar no ciclo da agricultura era destacada.

Em muitas culturas, o Sol representa a energia masculina, a luz e o calor, enquanto a Lua, o mistério feminino e a criação. Ambos são símbolos de morte e renascimento: o Sol devido ao alvorecer e ao poente diários, a Lua, por seu ciclo mensal de nova a cheia.

A Antroposofia, como ciência espiritual, relata que a influência da esfera solar no ser humano se reflete no tórax, especialmente no coração, órgão que contém a sabedoria adquirida ao longo do tempo e aquilo que os hindus chamam de karma.

Segundo Jung, o Sol é um arquétipo (modelo padrão; exemplar) incorporado ao imaginário de todos os povos do mundo. Por isso, produz enorme impacto no indivíduo e determina suas emoções e perspectivas éticas e mentais. Além disso, influencia o seu relacionamento com dezras pessoas e afeta, assim, todo o seu destino.

O fogo está associado ao Sol, representando força e sacrifício espiritual em rituais e religiões. Mas, além de estar vinculado à purificação e novas revelações, o fogo tem caráter destruidor.

Os arquétipos combinam-se no indivíduo seguindo uma estrutura de totalidade. Essa estrutura se manifesta por meio dos temperamentos em que o melancólico é representado pela falta de sol, de calor e de energia, um retrato do medo, enquanto o colérico seria a expressão máxima da coragem, do calor e do fogo.

Mas o colérico também pode causar destruição. Neste caso, ele consome-se totalmente no fogo interior, incendiando-se nas próprias chamas e afundando na terra como o personagem de contos de fadas Rumpelstilzchen, de Gebruder Grimm, em seus acessos de fúria. Para a natureza colérica é essencial que o calor existente no sangue preencha o organismo de vida. Medicamentos, terapia artística, massagem rítmica e eurritmia podem diminuir o fogo excessivo ou suprir a falta de calor. Por sua vez, o melancólico também necessita de calor, de medicamentos que proporcionem mais luz e leveza ao corpo.

Podemos verificar, ainda, que os arquétipos são capazes de agir em nossa mente como forças criadoras ou destruidoras. São criadoras quando inspiram idéias novas e, destruidoras quando estas idéias se consolidam em preconceitos conscientes que impossibilitarão futuras descobertas.

As doenças também podem ser frias ou quentes, resultantes da falta ou do excesso de fogo e de calor. Foram realizadas pesquisas em países nórdicos, onde as temperaturas são muito baixas e o Sol pode ser percebido apenas em poucos dias do ano. Nessas regiões, verificou-se alta incidência de depressão e suicídios. Entretanto, a população de cidades litorâneas, em países de clima tropical, onde a presença do Sol é constante, tende a ser bem-humorada, alegre e despreocupada.

Em contrapartida temos o exemplo dos esquimós, que moram em iglus, no gelo. Eles quase não vêem o Sol e, apesar disso, são hospitaleiros, alegres, amorosos e calorosos com os povos que os visitam, suprindo a falta do Sol exterior com o brilho do Sol interno.

Percebemos, então, que o Sol é fundamental em nossas vidas. Se não temos o Sol físico, precisamos refletir nosso Sol interior através do afeto, do calor humano e da alegria. A natureza nos oferece plantas solares como açafrão, alecrim, camomila, celidônia, eufrásia, pimpinela, visco e dezras.

A Weleda produz medicamentos e óleos para massagem com plantas solares que nos proporcionam equilíbrio emocional e saúde, trazendo o Sol para nosso corpo.

segunda-feira, 14 de julho de 2008






Quando o luxo vem sem etiqueta...

O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e
boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa
a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora
do rush matinal.
O vídeo da apresentação no metrô está no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw

Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos
passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos
maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas
num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais
de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde
os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar
ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no
pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo
jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,
contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão
num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem
etiqueta de grife.

segunda-feira, 7 de julho de 2008




PARA ENTENDER UMA MULHER...
_ Carlos Drummond de Andrade -



Para entender uma mulher é preciso mais que deitar-se com ela...

Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa que se possa prever nossa vã pretensão...

Para possuir uma mulher é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade...

Há de se conseguir fazê-la sorrir antes do próximo encontro...

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que amante perfeito...

Há de se ter o jeito certo ao sair, e fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso...

O potente, o amante, o homem viril, são homens bons...

Bons homens de abraços e passos firmes...

Bons homens pra se contar histórias...

Há, porém, o homem certo, de todo instante: o de depois!

Para conquistar uma mulher, mais que ser este amante, há de se querer o amanhã, e depois do amor um silêncio de cumplicidade...

E mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder...

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café...

Há que ser mulher, por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la, mais que conhecê-la, mais que possuí-la, é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também ser possuído e, ainda assim, também ser viril...

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la, há de ser conquistado...

Todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser amado!

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 2 de julho de 2008


HISTORIA E INFLUENCIA DAS CORES
(fonte: http://www.tintascoral.com.br )

Desde que os primeiros homens começaram a usar as cores como forma de magia para atrair, através de seus poderes, a tão preciosa caça, as cores passaram a ter um papel cada vez mais fundamental e simbólico em todas as culturas do mundo. A ciência moderna com seu desdém a respeito de tudo o que considera irrelevante, classificando como crendices populares, foi incapaz de relegar a essa categoria a influência exercida pelas cores em todos os aspectos de nossas vidas.

O uso dado às cores, conforme os hábitos das diversas culturas mundiais durante o decorrer dos séculos, tinha o objetivo de obter resultados dirigidos diante de situações específicas como ferramenta de manipulação psicológica que, segundo a sabedoria popular, tem provado ser muito mais acurada do que se imaginava.


VERMELHO
O vermelho é uma cor mágica em muitas culturas, representa o sangue, a essência da vida. Ervas eram amarradas com uma fita vermelha e esta era, por sua vez, amarrada em volta da cabeça para aliviar a dor da enxaqueca. No Japão, crianças com catapora são mantidas em um quarto totalmente vermelho, vestidas com roupas vermelhas para apressar o processo de cura. Os ingleses usavam lenços vermelhos no pescoço para afastar os espíritos que causavam o resfriado. É também um sinal de ódio e de energia que deu errado e resultou em crueldade - tornou-se então o símbolo de Satã.

LARANJA
As laranjeiras fornecem uma generosa colheita ano após ano e, tanto nas culturas ocidentais como orientais, suas flores são usadas pelas noivas como um símbolo de fertilidade.

AMARELO
Os corpos dos aborígines australianos são pintados com ocre amarelo nas cerimônias funerárias. Na China os magos escrevem seus feitiços em papel amarelo para aumentar sua potência, e os antigos imperadores do país tinham "direitos exclusivos" ao uso do amarelo. Na Idade Média tanto Judas como o Diabo eram representados vestidos de amarelo. Sendo o amarelo-ouro o símbolo do Sol, significando o poder e a bondade de Deus, a auréola dos santos é dourada para mostrar a luz da vida eterna.

VERDE
Devido ao seu uso nas cerimônias pagãs, o verde foi banido pelos primeiros cristãos. Na Irlanda o verde é associado às fadas e acredita-se que pode dar azar devido a esta ligação. O verde é muito usado nos hospitais com base na crença de que esta cor ajuda o processo de recuperação da saúde. Para os muçulmanos, o verde é sagrado e simboliza a imortalidade. Buda, muitas vezes, é pintado frente a um fundo verde para denotar a vida eterna atrás de todas as encarnações temporárias do homem.

AZUL
O Deus dos Judeus ordenou aos israelitas que usassem um barrado azul em suas roupas. O deus hindu, Vishnu, era azul. É a cor das roupas de Nossa Senhora. Na Escócia as pessoas usam roupas azuis para restaurar a circulação. No norte da Europa, por volta de 1600, um pano azul era usado no pescoço para evitar doenças. Culturas asiáticas acreditam que vestir ou carregar algo azul afasta o mau olhado.

VIOLETA
É um tom especialmente sagrado para as culturas romanas e egípcias nas figuras de Júpiter e Osíris. Associa-se às dimensões sagradas, justiça, diligência, nobreza de espírito, pensamento religioso, idade avançada e inspiração. Na igreja católica é usado pelos sacerdotes para transmitir santidade e humildade. Como era uma cor cara de se produzir, tornou-se um símbolo da realeza, e portanto era evitada pelos primeiros cristãos. Na China o violeta simboliza a morte e é a cor das viúvas.

MARROM
Nas culturas orientais acredita-se que o marrom incorpore toda a força natural do elemento terra. A força vital do nosso planeta. Na Idade Média era a cor designada aos camponeses, e portanto é associada à humildade.

BRANCO
Pitágoras, o filósofo grego, acreditava que a cor branca continha, além de todas as outras cores, todos os sons. Muitos dos antigos templos e das atuais igrejas são brancas. As tradições nipônicas consideram o branco a cor do luto. Para denotar inocência virginal, lírios brancos apareciam nas pinturas da Anunciação.

CINZA
Essa cor foi utilizada pelos povos primitivos para marcar as paredes das cavernas e reclamar seus domínios. É uma cor sombria, e foi utilizada pelas pessoas comuns durante o tempo de Carlos Magno, no século VIII.

PRETO
Na Grécia antiga, o preto simbolizava a vida porque o dia nascia da escuridão. Em Madagascar uma pedra negra é colocada em cada um dos quatro pontos cardeais, sobre o túmulo, para representar a força da morte. Já para os antigos egípcios a negra lama do Nilo representava um renascer e os gatos pretos eram considerados duplamente sagrados. Na Roma antiga sacrificavam-se bois pretos para satisfazerem os deuses das profundezas.

terça-feira, 10 de junho de 2008



A arte de dizer as coisas

Uma sábia e conhecida estória diz que, certa vez, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! exclamou o advinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente ! - gritou o sultão enfurecido - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo advinho. E, quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer... Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Porém, a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta, mas, se a envolvermos em delicada embalagem, e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com felicidade.


Autor Desconhecido