terça-feira, 21 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA




Perguntas e respostas


1.-
Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.

2. -
Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.

3.-
Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4.-
É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.-
Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6.-
Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.-
Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8.-
De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9.-
O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10.-
Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11.-
A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada

12.-
O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.-
Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.-
Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.

15.-
Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17.-
O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

18.-
Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.

19.-
É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20.-
Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21.-
Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22.-
Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23.-
O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24.-
Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

25.-
Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.

26.-
Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27.-
O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28.-
Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29.-
Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.

30.-
As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.

31.-
Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.

32.-
O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33.-
O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.

34.-
O álcool em gel é efetivo?

SIM, muito efetivo.

35.-
Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36.-
Este vírus está sob controle?

Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37.-
O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38.-
Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.

39.-
As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40.-
Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41.-
Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42.-
Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.

43.-
Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

sexta-feira, 17 de julho de 2009


Vírus do HPV é mais resistente que o do HIV
Como sobrevive no ambiente, ele pode ser transmitido até por uma toalha




Ameaça silenciosa à saúde de homens e mulheres e considerado uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), o Papiloma Vírus Humano, mais conhecido como HPV, atinge, em geral, a população jovem, de 14 a 29 anos, e não tem cura.

Existem mais de 100 variações do vírus, os considerados de alto risco (oncogênicos), que podem resultar no câncer de colo de útero, e os de baixo risco, que provocam outras manifestações, como o surgimento de verrugas acinzentadas (condiloma).

De acordo com o Ministério da Saúde, são registrados 137 mil novos casos da doença a cada ano no país. "Estudos sugerem que após 12 meses da primeira relação sexual, 30% das mulheres já apresentam determinados tipos de HPV", comenta a ginecologista Sueli Raposo, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/ DASA.

Os números refletem uma das maiores preocupações em torno do HPV: a de que ele pode ser transmitido com bastante facilidade e muita gente desconhece como o contágio pode acontecer. O ginecologista José Maria Soares, um dos autores do livro "Ginecologia" (Editora Manole), ajuda a esclarecer as dúvidas em torno do assunto.

1. Usar preservativo já é o suficiente para evitar a transmissão do HPV?
Não. A camisinha é essencial para reduzir os riscos, mas não elimina a chance de contaminação. Uma vez que o vírus pode ser transmitido através do atrito da pele com uma área infectada, o preservativo vai proteger apenas a região do pênis que é recoberta por ela. Se há contato com outras áreas expostas contaminadas, como a região púbica e escrotal masculina ou com a vulva feminina, as chances de transmissão existem.

2. É possível que a transmissão ocorra através do contato com toalhas, roupas íntimas e até pelo vaso sanitário?
Sim. O HPV é mais resistente que o HIV, porque sobrevive por mais tempo no ambiente. O risco de contágio dessas maneiras é menor, mas existe. Logo, se uma pessoa tiver atrito com uma peça infectada, a chance de contaminação não pode ser descartada.

3. E no caso de compartilhar a mesma lâmina ou fazer depilação com objetos usados por mais de uma pessoa?
Também há a chance de transmissão. E quando envolve sangue, o risco aumenta mais ainda.

4. A manifestação do HPV ocorre de maneira igual no corpo de homens e mulheres?
Nas mulheres, podem aparecer na forma de feridas ou a aglomeração de verrugas acizentadas (chamado de condiloma acuminado) por toda a área genital. Para chegar a esse ponto, tudo vai depender da imunidade de cada uma. Pode levar uma semana, meses, anos ou, às vezes, a ferida pode nunca ocorrer. Os homens, em geral, não apresentam lesões visíveis no pênis, mas em alguns casos a inflamação pode aparecer.

5. Quais são os outros sintomas que as mulheres podem apresentar?
A maioria das pacientes não tem sintomas, mas o mais comum são coceiras, prurido e lesões. A úlcera vulvar, quando uma lesão abrasiva destrói a camada de pele, é mais rara.

6. O HPV pode ocasionar outras doenças?
Sim, nas mulheres, alguns tipos do vírus podem ocasionar o câncer de colo de útero. O HPV também pode estar associado a doenças venéreas, tais como sífilis, gonorreia e clamídia.

7. Mas qual a melhor maneira de se prevenir contra o HPV?
Usar preservativo nas relações sexuais, ter um parceiro fixo, além de cuidados higiênicos, como não compartilhar objetos pessoais ou sentar no vaso sanitário de banheiros públicos são ações preventivas. Os homens devem passar por exames laboratoriais periódicos. Já as mulheres devem fazer o exame preventivo papanicolau ao menos uma vez por ano para detectar a presença do vírus. E, quando um dos parceiros percebe qualquer alteração nas áreas genitais, como lesões, vermelhidão ou verrugas, precisa procurar um médico imediatamente. Outra forma de prevenção é a vacinação.

8. Existe uma vacina? Como ela funciona?
Sim. É mais uma medida preventiva. A vacina é comercializada no Brasil por dois laboratórios e protege contra algumas variações do HPV. De acordo com estudos clínicos, é indicada para uso em mulheres de 9 a 26 anos de idade. A eficácia em outras faixas etárias e em homens ainda está sendo estudada. A aplicação é feita em três doses, sendo a primeira na data escolhida e as demais com intervalos de 45 dias. A vacina deve ser reforçada a cada ano.

(FONTE: http://www.minhavida.com.br)

sexta-feira, 10 de julho de 2009


Aprendendo

Elson de Araújo Montagno, MD, PhD

Recentes pesquisas científicas demonstram que as experiências dos 3 primeiros anos de vida têm uma força ímpar no desenvolvimento do cérebro humano. Proteção, conversa e canto, leitura com nossas crianças menores ajudam-nas a adquirir habilidades para aprender e se desenvolver. Pesquisas tantas vezes provam o que já sabemos. O cérebro se forma na relação da criança com o ambiente, e isso ocorre principalmente até os 10 anos, e de maneira mais acentuada até os 3.

Crianças que têm pouco estímulo nesta fase inicial da vida deixam de formar certos circuitos neuronais. E isto compromete a capacidade de aprender a falar, ler, cantar, tocar instrumentos, dançar, dominar outros idiomas, tudo.

Essa conclusões foram oficializadas pelo presidente dos Estados Unidos, na "Conferência da Casa Branca Sobre Desenvolvimento e Aprendizagem na Infância: O Que as Novas Pesquisas do Cérebro Nos Dizem Sobre Nossas Crianças Mais Jovens", que aconteceu no último dia 17 de abril. e contou com pesquisadores das Universidades de Harvard, Yale, Washington, Califórnia, Conselho Nacional de Pesquisas norte-americano, entre outros. A conferência centrou-se nas aplicações práticas das últimas pesquisas científicas sobre o cérebro, e se revelou voltada para os pais e aqueles que cuidam de crianças nas pré-escolas.

É obrigatório que suas conclusões sejam amplamente conhecidas, pois apontam para a importância das primeiras experiências para um saudável e forte começo para que os jovens possam alcançar na vida o seu potencial pleno.

Compromissadas com o futuro das crianças muito jovens, as pesquisas divulgadas, que receberam do governo federal americano investimentos de 1.6 bilhão de dólares entre 93-97, nos ajudam a entender melhor a importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento e aprendizado. A conferência de Washington, foi transmitida ao vivo por todo os Estados Unidos, via satélite, para aproximadamente 100 locais e agências municipais de unidades onde se cuidam das crianças. "A aprendizagem começa nos primeiros dias da vida.

Os cientistas estão descobrindo como crianças pequenas desenvolvem-se emocional e intelectualmente desde seus primeiros dias... Nós agora sabemos que devemos ensinar as crianças antes que elas comecem a escola" - comentou em nota oficial o presidente norte-americano, Bill Clinton. A educação até os seis anos de idade exige bom senso; não se precisa ensinar o alfabeto a um infante de poucos meses.

Mas também não se pode deixá-lo à mercê do consistente lixo diário da televisão. Exposição de crianças a cenas de violência, principalmente de 0 a 3 anos, tende a hipertrofiar-lhes os circuitos que no cérebro resultam em maior ansiedade. É lamentável que exista apenas um canal cultural no Brasil, a TV Cultura, com poucos programas infantis, e apenas um canal dedicado às descobertas próprias para as crianças, ainda a ser lançado, o Discovery kids.

Durante o seu desenvolvimento, o cérebro tem que formar cerca de 100 trilhões de conexões entre 100 bilhões de neurônios. Há fatores, o genético recebido dos pais e determinante de parte da estrutura cerebral da criança, e o ambiental, que produz estímulos determinantes da emissão de axônios e dendrites e da formação - ou não- das conexões, ou sinapses.

Quanto mais a criança for exposta à linguagem falada, escrita, lida, cantada, maior será seu repertório e suas alternativas para administrar suas emoções na relação com o ambiente. O Estado administra, e mal, o ensino após os 7 anos, mas é antes disso a fase mais propicia, conforme agora fartamente provado. Até os 10 anos, o cérebro está formando os circuitos da linguagem, razão pela qual é quando se deve começar a aprender um idioma estrangeira antes disso.

A criança se incumbe do seu papel de aprender quando o ambiente é estruturado, afetivo e estimulante; não se precisa forçá-la a ter atividades, basta ser sensível à sua natural curiosidade e ter bom senso. Tudo isso pode não ser possível em muitos lares de trabalhadores que, hoje, não têm condições e, ontem, não tiveram oportunidade de conviver com esses estímulos. Nas creches, o ambiente tem que ser interessante e os educadores, bem formados, para desenvolverem os potenciais das crianças (ao contrário do que ocorre na maioria das creches do País).

No Brasil, as reformas do ensino ora andamento visam o fundamental ( 7-14 anos ), em detrimento da educação infantil (0-6 anos). O fundão, que vai vigorar de 1998 a 2007, colocará 60% do dinheiro da educação no ensino fundamental - o que para muitos municípios significa menos dinheiro para a pré-escola. A dissertação de Marci Brondi, delegada de ensino que trabalhou 14 anos em pré-escolas, recebeu da Unesp nota dez com distinção. Em "Cem anos de Pré-Escola Pública Paulista: a História de sua Expansão e Descentralização (1896-1996)" ela conclui: - A descentralização é um passo importante para a democratização do acesso ao ensino pré-escolar de qualidade, pois é significativa a participação dos municípios no atendimento à pré-escola no Estado.

Durante a conferência, Clinton fez o anúncio de uma série de compromissos de seu governo com as crianças menores, reconhecendo a importância da educação delas mais cedo; e que elas devam ser nutridas e estimuladas antes do que vem acontecendo no momento; a Associação de Faculdades de Medicina publicou carta aberta de apoio à iniciativa para a saúde infantil. Podíamos aprender também as coisas boas, apoiando famílias que têm crianças pequenas, com programas de nutrição suplementar para mães e filhos, educação adequada e serviços de saúde.

Quanto mais cedo se começa, melhor é o aprendizado, e mais eficaz a recuperação. Afinal, o cérebro da criança brasileira é exatamente igual ao de qualquer outra, de qualquer lugar. Cuidemos, pois, das nossas crianças, - dos nossos filhos e dos de nossos semelhantes - e estaremos produzindo a massa humana fundamental para tornar o Brasil do futuro uma grande nação.



Elson de Araújo Montagno é médico neurocirurgião, doutor em Medicina pela Universidade Livre de Berlim, ex-professor visitante da Universidade de Harvard e ex-professor da faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
Email: montagno@internetional.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2009

SAÚDE


"Não há motivo para pânico com a gripe suína", alerta Temporão



O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, comunicou que a gripe A (H1N1), popularmente chamada de gripe suína, apresenta sintomas semelhantes ao da gripe comum, e não há motivo para que a população entre em pânico.

Segundo Temporão, o número de casos da gripe suína no país, que já atinge o número de 885, deve continuar a aumentar; no entanto, há medicação suficiente para atender todos. “Temos dez mil tratamentos prontos e nove milhões estocados na Fundação Osvaldo Cruz, que começarão a ser transformados em medicamentos agora. Temos 64 hospitais e, se necessário, lançaremos mão de mais leitos. A situação é de tranquilidade. A orientação para a população é que não há motivo para pânico”, alertou o ministro após participar da inauguração da nova Central de Regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU/192, na capital paulista.

Para o ministro, apesar de existir a possibilidade de surgirem novos casos da gripe A, a preocupação maior ainda deve estar voltada à gripe comum devido à saúde pública e ao número de mortes. “A população deve saber dessa informação: em 2006, 70 mil pessoas morreram no Brasil por complicações causadas por gripe comum”. Ressaltou ainda que, até o momento, apenas uma pessoa morreu no Brasil em decorrência da nova gripe.

O farmacêutico e tutor do Portal Educação, Ronaldo de Jesus Costa, acredita que “Como muito bem destacado, a gripe comum causa, proporcionalmente, muito mais óbitos no Brasil que a nova gripe. Contudo, a mudança na sistemática de tratamento não deve ser entendida como menosprezo ao novo vírus ou relaxamento dos cuidados. Ao contrário, o aumento expressivo de casos mostra uma capacidade de transmissão muito acentuada e por isso todo cuidado possível é bem-vindo”.

Além disso, Temporão alertou para que as pessoas que apresentem sintomas como: febre acima de 38 graus, tosse, dor muscular e nas articulações, problemas para respirar e dor de garganta, procurem o médico mais próximo do plano de saúde ou das unidades de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde).

Ele explica que a maioria dos casos de gripe suína é leve e o paciente pode ser orientado e atendido pelo plano de saúde e pelas unidades de atendimento ambulatorial do SUS. Quanto às pessoas que pretendem viajar ao México, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Chile e Argentina, é aconselhável que esperem um momento mais apropriado, pois nestes países há transmissão continuada do vírus.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/principal/noticia_view.asp?id=39296

sábado, 30 de maio de 2009




NUTRIÇÃO: Aliados para um corpo saudável
Maria Vianna


Combustíveis para que nosso corpo funcione em plena forma, as vitaminas e os minerais estão presentes em quase todos os alimentos. Consumidos em baixas quantidades, deixam o organismo fraco, letárgico e suscetível a várias doenças. Mas engana-se quem pensa que só quem está abaixo do peso é que tem carência de nutrientes. Hoje, o maior desafio dos especialistas em nutrição é tratar do desequilíbrio nutricional em quem está acima do peso. O Congresso Brasileiro de Obesidade, que termina hoje no Rio de Janeiro, teve como proposta traçar novas metas para lidar com os problemas alimentares da população, resultado de uma dieta pouco saudável, pobre em nutrientes, rica em gorduras e repleta de aditivos químicos.

Presidente do Congresso, o endocrinologista Walmir Coutinho explica que os médicos devem estar atentos a esta transição nutricional - na qual a população sai da desnutrição direto para o excesso de peso - e que está piorando a saúde da maioria dos brasileiros. ''Pessoas que nunca tiveram acesso ou se alimentavam com certos tipos de comida estão mudando os hábitos para pior. É comum ver gente trocando o feijão com arroz pelo hambúrguer, o leite pelo refrigerante. Estar acima do peso não é sinônimo de estar bem alimentado, já que trocar alimentos ricos em nutrientes pelos de calorias vazias só fazem mal ao organismo'', alerta o médico. Para Coutinho, o importante não é deixar de comer o que se gosta, mas escolher alimentos nutritivos, que satisfaçam as necessidades do organismo e não contribuam para o aumento de peso.

A nutricionista Cláudia Callado, professora da Escola de Reeducação Alimentar, no Humaitá, lembra que comer muito não é sinônimo de comer bem, e que a maioria das pessoas acima do peso tem deficiências nutricionais porque não sabe escolher bem os alimentos. ''O excesso de peso geralmente está ligado à alimentação moderna, que é composta basicamente por alimentos ricos em gordura saturada, carboidratos refinados e produtos industrializados. Eles não só possuem calorias vazias e muitos aditivos químicos, como também consomem, em vez de fornecer, vitaminas e minerais, causando a carência nutricional'', explica Cláudia, que dá aulas sobre como transformar receitas tradicionais, como lasanha e cheesecake, em pratos mais saudáveis e menos calóricos.

As vitaminas e minerais têm várias funções no organismo. Um de seus papéis principais é regular as várias reações químicas do nosso metabolismo. Cláudia lembra que a carência nutricional causada pela alimentação de má qualidade pode dificultar a perda de peso. Isso porque alguns nutrientes, quando em déficit, impedem um processo de emagrecimento eficaz. ''Existem alguns minerais, como o zinco e o cromo, que participam da formação e do desempenho da insulina, um hormônio que, em baixa, leva ao depósito de gorduras e, portanto, está ligado à obesidade. Regular os níveis das vitaminas e dos minerais, em especial o cromo, impede a liberação exagerada de hormônios e ajuda quem quer emagrecer'', explica a nutricionista.

A deficiência de ferro pode causar anemia. Já a falta de cálcio compromete o coração, os músculos e os ossos. Mas, antes de correr atrás de suplementos, o importante é mudar a alimentação. ''Os minerais e algumas vitaminas não são sintetizados pelo organismo. Por isso, só podem ser obtidos pela alimentação'', explica o neurofisiologista Rubem Guedes, da Universidade Federal de Pernambuco. ''A suplementação deve ser recomendada por um médico. Em certos grupos, como idosos, ela é de grande valia'', lembra Rubem Guedes.

CONTATOS:
Escola de Reeducação Alimentar Tel: 2246-0804
Universidade Federal de Pernambuco Tel: (81) 2126-8000
Walmir Coutinho Tel: 3150-3006


A função das vitaminas e minerais no corpo

Vitamina A: Ajuda na formação dos ossos e dentes, melhora a pele e o cabelo, protege os sistemas respiratório, digestivo e urinário e é de grande importância para a visão

Vitamina D: Promove a boa coagulação do sangue e fortalece músculos e nervos

Vitamina E: Contribui na formação de novas hemácias, protege o revestimento das células do pulmão e evita o envelhecimento precoce

Magnésio: Regula os impulsos nervosos e as contrações musculares e ativa reações químicas nas células

Selênio: Protege as células dos radicais livres, diminui o risco de alguns cânceres e ajuda a conservar os tecidos

Zinco: Auxilia na cicatrização, fortalece a pele e o cabelo e controla várias atividades enzimáticas

Fonte: JB Online

quinta-feira, 21 de maio de 2009


COMO ALIMENTAR NOSSAS CRIANÇAS

(Fonte: http://www.docelimao.com.br)

Os filhos são nossa alegria e orgulho. São a próxima geração, e o que comem hoje pode garantir - ou sabotar - a saúde e a realização deles no decorrer da vida.

Como pais e sociedade, queremos tudo o que há de melhor para esses seres - é claro que queremos -, por isso, sempre existe um desejo consciente de colocar em prática padrões alimentares ideais, no mínimo, para ter a certeza que fizemos a nossa parte, criamos indivíduos altamente determinados, com preferências alimentares, e de vida, próprias e ponto final. No entanto, a alimentação que oferecemos aos nossos filhos está condizente com estes propósitos?

Mesmo que inicialmente, ou distraidamente, não pensemos desta maneira, é importante refletir sobre esta perspectiva, pois o desenvolvimento físico e mental das crianças depende do suprimento de todos os nutrientes necessários, por meio de uma alimentação equilibrada, natural e variada.

Natural SIM. Acabo de ler o livro Freakonomics (Steven D. Levit - editora Campus), que levanta uma premissa constrangedora: "se a moralidade representa o modo como gostaríamos que o mundo funcionasse, a economia tem ferramentas para mensurar o modo como ele realmente funciona". Se, é a pobreza que faz aumentar a criminalidade, porque o mundo industrial, que detém o poder do dinheiro, é tão criminoso? Quem mata mais que uma indústria alimentícia que divulga e robotiza as crianças, vítimas da mídia selvagem, para consumirem guloseimas que não nutrem, mas as destroem?

É chegada a hora de refletirmos que tipo de alimento nutre e sustenta as nossas vidas e de nossos filhos. De saber usar nosso dinheiro para comprar saúde e não a facilidade de barganharmos o amor das crianças com despensas dispensáveis. Caminho mais fácil para lidar com os filhos e, super interessante para perpetuar os ‘crimes’ do capitalismo selvagem. Mas ele não constrói a saúde, nem física, menos ainda a dos nossos relacionamentos com os baixinhos, que um dia serão adolescentes e adultos.

O que eles comem pode afetar seu desempenho escolar, seu comportamento e, obviamente, sua saúde. Comecemos pela importância de uma boa refeição matinal, que pode ser muito simples, como uma vitamina reforçada de leite de sementes. Super nutricional, agrada aos apressadinhos, aos que gostam ou não de comerem antes de sair para a escola, e irá fazer diferença no rendimento de toda a manhã: aprendizado, atividade física e social.

Muitas crianças estão crescendo sem conhecer os princípios da boa nutrição, chegando até mesmo a desprezá-los. Algumas beliscam o dia inteiro, outras são gulosas e estão acima do peso. A obesidade infantil é um problema e tanto. Estatísticas da pesquisa anual de saúde de 2004, realizada na Grã-Bretanha (2004 Annual Health Survey of Great Britain) e divulgada em 2006, mostram que 19% (quase um quinto) de todas crianças britânicas entre 2 e 15 anos de idade estão obesas. Desde 1995, houve um aumento de 10% na obesidade entre os meninos e de 15% entre as meninas. E diversos estudos mostram que crianças acima do peso têm uma chance muito maior de se tornarem adultos acima do peso.

Um dos principais motivos pelos quais tantas crianças estão gordas, até mesmo obesas, é o fato de gostarem tanto de comer alimentos açucarados e gordurosos - junk food, chocolate e salgadinhos de saquinho. Por que gostamos tanto desses alimentos? Será que podemos fazer alguma coisa para estimular crianças de todas as idades a provar alternativas mais saudáveis?
É preciso investigar quando começou esta ‘neura’ por beliscar e lanches e, por que tantos pais têm dificuldade de fazer os filhos comer legumes e hortaliças.

Será que assistir televisão por muitas horas/dia ou durante a refeição pode influenciar adversamente o peso das crianças?

E, nos perguntamos: por que nem todas as crianças são obesas? Será que existe alguma coisa dentro de nós que nos diz quando já comemos o suficiente? E, se tivermos, por que não funciona para todos?

Bem, as edições mensais das Revistas Especial Kids estão dando o que falar, pois seu propósito é justo o de encontrar este caminho de construção e união: ceder ao consumismo é fácil, mas ele nos leva a um mundo que desejamos melhor?

Assim como uma doença ou cura, começa por uma célula, por uma decisão comprometida; a mudança do mundo começa por cada um de nós, principalmente se temos em mãos os Seres do futuro.


(Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cuidado, Popeye: espinafre é um perigo--------------------------------------------------------------------------------
Há pessoas que evitam ingerir carne e laticínios e, para assegurar o necessário suprimento de ferro e cálcio, substituem esses alimentos por vegetais - em geral os verde-escuros como espinafre, couve- manteiga e brócolis. Contudo, segundo Jocelem Mastrodi Salgado, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), nem sempre esses minerais são aproveitados pelo organismo quando se consume verduras: algumas delas contêm substâncias tóxicas que impedem a absorção dos nutrientes. Pior: podem causar efeitos tóxicos, "o que ocorre com a grande ingestão de espinafre", segundo Salgado.
A pesquisadora revela que os ácidos fítico e oxálico, este último presente em grande quantidade no espinafre, têm a capacidade de ligar-se ao cálcio e ao ferro, "fazendo com que fiquem indisponíveis para serem absorvidos pelo nosso corpo" e acabem por ser eliminados nas fezes. E mais: comer espinafre numa refeição "pode reduzir a biodisponibilidade do cálcio" contido em outros alimentos. Quanto aos efeitos tóxicos, ela lembra que em 1951, nos Estados Unidos, "a ingestão de leite batido com espinafre (o objetivo era enriquecer a bebida com ferro) causou a morte de crianças recém-nascidas".
O fato, no entanto, acabou encoberto na época. Uma pesquisa orientada por Salgado mostrou que cobaias em cuja dieta acrescentaram folhas de espinafre secas e moídas morreram na primeira semana com hemorragias e toxidade renal. Folhas cozidas tiveram o mesmo efeito. O estudo também avaliou a couve- manteiga e a couve-flor e não constatou nenhum efeito tóxico sobre os animais. Em vista disso, Salgado aconselha a substituição do espinafre: "Couve, brócolis, folha de mostarda, agrião, folhas de cenoura, beterraba e couve-flor, e leguminosas como feijões, ervilha, lentilha e soja são as melhores opções para quem quer consumir fontes alternativas de cálcio e ferro".
Dra. Jocelem Mastrodi Salgado é Professora Titular de Nutrição da ESALQ/USP e Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Edição Impressa 68 - Setembro 2001