sexta-feira, 14 de agosto de 2015

UM COSTUME EDIFICANTE...


Recebi o texto abaixo pelo Facebook, do prezado  Prem Abodha, e achei tão bacana a mensagem que não poderia deixar de compartilhar com vocês, leitores queridos. Espero que ela os leve a uma  boa e oportuna reflexão, tal qual ocorreu comigo..:


Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centroda aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.
A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade.Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente:"Eu sou bom".
Fonte: Dharma Comics

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Educar para a vida...


Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.


Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Bicicleta só para recreação, com você carregando o malinha e sua mala rampa acima, não vai dar boa coisa. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides.

Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo.

Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário.

Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo. 

Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.

Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa" um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar.

Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, auto-estima, senso de dever e responsabilidade.

Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.

A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no Iphone.

*Por Cláudia Rodrigues

sábado, 8 de agosto de 2015

Cântico da Esperança


Não peça eu nunca 
para me ver livre de perigos,  
mas coragem para afrontá-los.

Não queira eu 
que se apaguem as minhas dores, 
mas que saiba dominá-las 
no meu coração.

Não procure eu amigos 
no campo da batalha da vida, 
mas ter forças dentro de mim.

Não deseje eu ansiosamente 
ser salvo, 
mas ter esperança 
para conquistar pacientemente 
a minha liberdade.

Não seja eu tão covarde, Senhor, 
que deseje a tua misericórdia 
no meu triunfo, 
mas apertar a Tua mão 
no meu fracasso!


*Rabindranath Tagore, O Coração da Primavera

segunda-feira, 22 de junho de 2015


SONETO AO INVERNO 
Vinicius de Moraes


Inverno, doce inverno das manhãs 
Translúcidas, tardias e distantes 
Propício ao sentimento das irmãs 
E ao mistério da carne das amantes:

Quem és, que transfiguras as maçãs 
Em iluminações dessemelhantes 
E enlouqueces as rosas temporãs 
Rosa-dos-ventos, rosa dos instantes?

Por que ruflaste as tremulantes asas 
Alma do céu? o amor das coisas várias 
Fez-te migrar - inverno sobre casas!

Anjo tutelar das luminárias 
Preservador de santas e de estrelas... 
Que importa a noite lúgubre escondê-las?

- Londres, 1939 -


sábado, 20 de junho de 2015

Sábias palavras...



Um repórter perguntou à poeta Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse:


"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. 
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.Nada de palavra negativa. 
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. 
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. 
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. 
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. 
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

segunda-feira, 8 de junho de 2015

CAPELETTI IN BRODO...






Nesse frio essa receita, que é uma das mais tradicionais da gastronomia italiana, é uma ótima sugestão...


Ingredientes:

Capeletti de carne(de boa qualidade)
Sal e pimenta a gosto
Queijo ralado
Caldo escuro de carne:
1kg de corte de boi com ossos (Ex: ossobuco)
1,5 litro de água
2 cebolas
1 talo de salsão
1 cenoura
2 colheres de sopa de polpa de tomate
½ copo de vinho branco
1 folha de louro
1 raminho de tomilho
½ colher de chá de pimenta em grãos
2 ramos de salsinha
1 dente de alho esmagado

Caldo:

1. Coloque os ossos em uma assadeira e leve ao forno bem quente até dourarem bastante.
2. Retire os ossos da assadeira e reserve. Escorra a gordura da assadeira e reserve.
3. Leve a assadeira "suja" para a boca do fogo, quando aquecer coloque o vinho branco para remover as crostas torradas da carne que ficaram na assadeira.
4. Coloque uma panela no fogo e aqueça a gordura reservada, adicione os legumes e deixe dourar bem. Depois junte a polpa de tomate, e depois o caldo da assadeira (com o vinho branco).
5. Coloque os ossos de volta na panela. Adicione os temperos e cubra com água.
6. Leve ao fogo baixo (sem tampar) por 3 horas.
7. Coe o caldo e reserve (desfie a carne do ossobuco e utilize na sopa ou congele para usar em outra receita).

Capeletti:

1. Cozinhe a massa no caldo.
2. Tempere com sal e pimenta.
3. Sirva com queijo ralado.