quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PRIORIDADES
                                                 *Por Lya Luft

                                                               

Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. 
Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.
Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. 
Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.
Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder.



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ENTREVISTA

Queridos(as)

Não deixem de ver a entrevista que dei para Selmo Vasconcellos (De Rondônia para o mundo) nesse ultimo 27/09. É só clicar abaixo..

http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/sandra-hasmann-entrevista-no-613/

Bjs

Sandra

terça-feira, 25 de agosto de 2015


Feminino Sagrado: A arte de se vestir

*Por Maria Soledad

Rainha


Como é meu guarda roupa?
Abarrotado de peças que não me refletem?
Mas não quero jogar fora …

Já sabemos que acumular nos faz mal, nosso campo energético fica fechado para o novo, para receber, pois se encontra cheio.
Quando vamos ao nosso guarda roupa devemos pegar cada peça de roupa e sentir se ela vibra, se está viva, se nos reflete, se com ela honramos o nosso ser. Se não é assim, pode vibrar para outra pessoa, e podemos doa-la.



Alguns critérios são importantes:


Que a minha roupa me lembre da Deusa que me habita.
Que os tecidos sejam sobretudo naturais, como algodão, linho, seda.
Que tenham boa origem e a tintura não seja toxica.
Que não seja fruto de trabalho escravo ou abusivo

Muitas vezes nos vestimos de forma inconsciente, buscando agradar, nos adaptar, copiar nossos pais, ou o oposto, rejeitando o vestuário, ou ainda buscando chocar nosso entorno, como em uma luta.



Nas culturas matriarcais as mulheres sempre se adornaram, pois elas não precisavam se esconder, nem ser discretas, podiam aparecer. Mas também não se vestiam para ser queridas, aprovadas e muito menos para competir. Elas se vestiam honrando a Deusa que as habita e expressando a beleza da terra, contribuindo com ela. Por isso vestiam do bom e do melhor sem culpas.

Se vestir dessa forma traz segurança, humildade, alegria. Ao contrário do que temos hoje: roupas para disfarçar que somos magras ou gordas, ou muito altas ou muito baixas. Roupas para satisfazer quem nos rodeia. Roupas para ser igual a algum modelo inalcançável. Roupas para se auto afirmar. O resultado geralmente é insegurança, sentimentos de inadequação, de nunca ser bom o suficiente, sempre algo está faltando.

Mas pode ser diferente. Podemos voltar a nos vestir  honrando-nos. Não tendo muita roupa, mas tendo realmente roupas nas quais nos sentimos bem, nas quais nos sentimos deusas.

Podemos voltar a cuidar dos tecidos e tintas que estarão em contato com nossa pele quase o dia todo. Tecidos sintéticos não deixam a pele respirar. Criam eletricidade e fecham nossa energia. Se as roupas foram feitas por pessoas em situação de sofrimento, como as mulheres que trabalham em um regime quase escravo, também trazem essa vibração para nós. Além de estarmos nutrindo esse regime de trabalho.

Como está seu guarda roupa?

*Maria Soledad é Psicóloga, especialista do feminino. Mora na França, e nos últimos 11 anos lecionou em mais de 15 países, formando terapeutas e líderes de grupos femininos. Tive o privilegio de ser sua aluna num curso maravilhoso, Ver todos posts por Maria Soledad

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

UM COSTUME EDIFICANTE...


Recebi o texto abaixo pelo Facebook, do prezado  Prem Abodha, e achei tão bacana a mensagem que não poderia deixar de compartilhar com vocês, leitores queridos. Espero que ela os leve a uma  boa e oportuna reflexão, tal qual ocorreu comigo..:


Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centroda aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.
A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade.Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente:"Eu sou bom".
Fonte: Dharma Comics

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Educar para a vida...


Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.


Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Bicicleta só para recreação, com você carregando o malinha e sua mala rampa acima, não vai dar boa coisa. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides.

Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo.

Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário.

Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo. 

Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.

Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa" um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar.

Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, auto-estima, senso de dever e responsabilidade.

Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.

A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no Iphone.

*Por Cláudia Rodrigues

sábado, 8 de agosto de 2015

Cântico da Esperança


Não peça eu nunca 
para me ver livre de perigos,  
mas coragem para afrontá-los.

Não queira eu 
que se apaguem as minhas dores, 
mas que saiba dominá-las 
no meu coração.

Não procure eu amigos 
no campo da batalha da vida, 
mas ter forças dentro de mim.

Não deseje eu ansiosamente 
ser salvo, 
mas ter esperança 
para conquistar pacientemente 
a minha liberdade.

Não seja eu tão covarde, Senhor, 
que deseje a tua misericórdia 
no meu triunfo, 
mas apertar a Tua mão 
no meu fracasso!


*Rabindranath Tagore, O Coração da Primavera

segunda-feira, 22 de junho de 2015


SONETO AO INVERNO 
Vinicius de Moraes


Inverno, doce inverno das manhãs 
Translúcidas, tardias e distantes 
Propício ao sentimento das irmãs 
E ao mistério da carne das amantes:

Quem és, que transfiguras as maçãs 
Em iluminações dessemelhantes 
E enlouqueces as rosas temporãs 
Rosa-dos-ventos, rosa dos instantes?

Por que ruflaste as tremulantes asas 
Alma do céu? o amor das coisas várias 
Fez-te migrar - inverno sobre casas!

Anjo tutelar das luminárias 
Preservador de santas e de estrelas... 
Que importa a noite lúgubre escondê-las?

- Londres, 1939 -


sábado, 20 de junho de 2015

Sábias palavras...



Um repórter perguntou à poeta Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse:


"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. 
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.Nada de palavra negativa. 
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. 
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. 
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. 
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. 
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

segunda-feira, 8 de junho de 2015

CAPELETTI IN BRODO...






Nesse frio essa receita, que é uma das mais tradicionais da gastronomia italiana, é uma ótima sugestão...


Ingredientes:

Capeletti de carne(de boa qualidade)
Sal e pimenta a gosto
Queijo ralado
Caldo escuro de carne:
1kg de corte de boi com ossos (Ex: ossobuco)
1,5 litro de água
2 cebolas
1 talo de salsão
1 cenoura
2 colheres de sopa de polpa de tomate
½ copo de vinho branco
1 folha de louro
1 raminho de tomilho
½ colher de chá de pimenta em grãos
2 ramos de salsinha
1 dente de alho esmagado

Caldo:

1. Coloque os ossos em uma assadeira e leve ao forno bem quente até dourarem bastante.
2. Retire os ossos da assadeira e reserve. Escorra a gordura da assadeira e reserve.
3. Leve a assadeira "suja" para a boca do fogo, quando aquecer coloque o vinho branco para remover as crostas torradas da carne que ficaram na assadeira.
4. Coloque uma panela no fogo e aqueça a gordura reservada, adicione os legumes e deixe dourar bem. Depois junte a polpa de tomate, e depois o caldo da assadeira (com o vinho branco).
5. Coloque os ossos de volta na panela. Adicione os temperos e cubra com água.
6. Leve ao fogo baixo (sem tampar) por 3 horas.
7. Coe o caldo e reserve (desfie a carne do ossobuco e utilize na sopa ou congele para usar em outra receita).

Capeletti:

1. Cozinhe a massa no caldo.
2. Tempere com sal e pimenta.
3. Sirva com queijo ralado. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

ENTREVISTA...

Àqueles que não puderam assistir minha entrevista no programa OPINIÃO, ai vai o vídeo na íntegra. Espero que curtam..

Bjs

Sandra Hasmann


domingo, 5 de abril de 2015


OLÁ, EU SOU O SEU SINTOMA...
Olá, tenho muitos nomes: dor de joelho, abscesso, dor de estômago, reumatismo, asma, mucosidade, gripe, dor nas costas, ciática, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, insuficiência renal, diabetes, hemorroidas e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você.
Você não entende, ninguém me compreende. Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida, todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês. E não é assim, isso seria um absurdo. Eu o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda.
Vamos ver, me diga alguma coisa. Você negociaria com terroristas, batendo na porta com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas? Não, certo?
Então, por que você não entende que eu, o sintoma não posso ser “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem. Me bate, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo mas, não para um minuto para pensar e raciocinar e tentar compreender o motivo de minha presença no seu corpo.
Apenas escuto você dizer: “Cala-te”, “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora que apareces-te”, e muitas frases que me tornam impotente para lhe fazer entender mas, devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer entender a mensagem.
O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Manda-me calar com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia, me calar. E me surpreendo de ver que às vezes, até prefere consultar bruxas e adivinhos para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo.
A minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente.
Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater com ele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar, ainda assim continua sem me ouvir…
Está compreendendo?
Para você, eu o sintoma, sou “A doença”.
Que absurdo! Não confunda as coisas.
Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas.
Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos e só para me calar.
Eu não sou a doença, sou o sintoma.
Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar?
A doença “é você”, é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença e nenhum médico aqui no planeta terra sabe como as combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.
É bom se você se sentir incomodado por estar lendo isso, deve ser algo assim como um “golpe na sua inteligência”. Está certo se estiver se sentindo frustrado, mas eu posso conduzir o teu processo muito bem e o entendo. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer, o que tento prevenir.
Quando eu, “o sintoma” apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar, é para lhe avisar que uma emoção contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente. Deveria se perguntar a si mesmo: “por que apareceu esse sintoma na minha vida”, “que pretende me alertar”? Por que está aparecendo esse sintoma agora?
Que devo mudar em mim?
Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente, as respostas não vão levar você além do que já vem acontecendo há anos. Deve perguntar também ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções.
Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer, verdadeiramente, por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê do aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora.
Aos poucos descobrirá que quanto melhor analisar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia que não me verá nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico ou comprar remédios.
Por favor, me deixe sem trabalho.
Ou você acha que eu gosto do que eu faço?
Convido você para refletir sobre o motivo de minha visita, cada vez que eu apareça.
Deixe de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu.
Estou farto que você diga:
“Então, continuo com diabetes, sou diabético”.
“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.
“Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”.
Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais.
Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo: “Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”.
Por favor, tome consciência, reflita e aja.
Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!
Atenciosamente,

O sintoma.
Autor desconhecido

segunda-feira, 9 de março de 2015

ADEUS A INEZITA BARROSO...

Morre a musa da musica raiz, do cancioneiro brasileiro.. Eu adorava ouvi-la.. Lembro-me que, aos 13 anos, minha avó me levou para assistir seu programa de auditório. Fiquei encantada com aquela mulher de voz intensa, elegante, carismática... 

E eis que ela foi embora com toda glória, no auge dos seus 89 anos de idade bem vividos, e no Dia Internacional da Mulher! Não poderia ter sido de outra forma..

(Sandra Hasmann)


domingo, 8 de março de 2015

DIA INTERNACIONAL DA MULHER..



Amigas

Nesse DIA INTERNACIONAL DA MULHER quero fazer um brinde a nós, mulheres brasileiras, cuja força, paciência, criatividade e fé tem sido testada a cada novo dia, e não preciso mencionar as razões porque são mais que óbvias... Um País de dimensões continentais, lindo, com um povo bondoso, acolhedor, governado por uma mulher que deveria ser um exemplo de grandeza d'alma,  misericórdia, sabedoria, caráter e dignidade. A primeira mulher a governar esse imenso Brasil deveria ser a incorporação da "grande Mãe", a proteger e defender seus filhos, a querer vê-los saudáveis, fortes, respeitados e vitoriosos. Mas... Paro por aqui senão vou começar a chorar de vergonha, tristeza, indignação, medo, etc, etc, etc.

Mas não vamos estragar esse dia tão especial com coisas feias. Vamos vibrar, orar por esse Brasil amado, por essas mulheres maravilhosas e por todos os filhos dessa Pátria Mãe Gentil tão cantada em verso e prosa.

Beijos, e "vamo que vamo", pois a marcha continua...

Sandra Hasmann


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Vale uma boa análise...


Uma singela receita...

Meus queridos, 

Compartilho com  vocês uma pequena e singela  receita para melhorar um pouco o seu viver. Desconheço  autoria, mas se alguém souber, por favor me diga..
Bj grande a todos!!

Sandra Hasmann


Em primeiro lugar, antes de se levantar alongue-se bem, 
se estique bastante até sentir o quanto você é 
maior que você mesmo.

Abra a janela e diga: "Bom dia, dia! 
O dia irá te receber muito melhor 
e será muito mais fácil enfrentá-lo.

Se você encontrar, no decorrer do dia, 
com pessoas indelicadas, 
perversas e que subestimam a sua 
inteligência não dê tanta importância. 
Elas podem não perceber o que fazem, 
mas você com certeza estará atento a tudo de ruim 
que ameace azedar seu dia.

O problema que tiver, enfrente-o. 
Não fique dando voltas, fingindo que ele não existe. 
Se ele acontece, é para ser resolvido. 
Se for grande demais, vá resolvendo parte por parte 
até que ele fique bem menor.

Dê atenção especial a todos que são gentis com você, 
e com certeza receberá gentileza também. 
Só não se esqueça que nem todos os dias 
são bons para todos.

Dê à sua paciência, à sua compreensão 
e ao seu raciocínio 
todo fôlego que eles precisam.

Pense duas vezes se tiver que engolir algum "sapo". 
Lembre-se, ele pode ser indigesto demais.

E, mesmo que hoje o seu dia seja bastante atarefado, 
não se esqueça de deixar alguém feliz, 
mandando um oi a quem você quer bem. 
Talvez amanhã o seu dia seja muito mais ocupado que hoje.
Desejo que você tenha um "lindo dia".

sábado, 14 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O Olhar...

Rubem Alves

Imagem do filme “Vida e Arte de Georgia O’Keeffe”, (2010)

“Georgia O’Keeffe foi uma pintora norte-americana. Seus quadros são assombrosos! Porque seus olhos são assombrosos! “Ninguém vê uma flor realmente”, ela observou certa vez. “A flor é tão pequena… Não temos tempo e o ato de ver exige tempo, da mesma forma como ter um amigo exige tempo. “O ver, como fenômeno físico, acontece instantaneamente. Basta abrir os olhos … A luz toca a retina e a imagem se forma nalgum lugar do cérebro. Igual ao que acontece com a máquina fotográfica. Mas há um outro ver que não é coisa dos olhos. Como quando se contempla uma criança adormecida. A visão de uma criança adormecida nos acalma. Faz-nos meditar. O olhar se detém. Acaricia vagarosamente. O olhar se torna, então, uma experiência poética de felicidade. Sentimos que a criança que vemos dormindo no berço dorme também na nossa alma. E a alma fica tranquila, como a criança. É por isso que, mesmo depois de apagada a luz, ida a imagem física, vai conosco a imagem poética como uma experiência de ternura.” Rubem Alves


A história de Kafka e a menininha da boneca perdida em Berlim: para onde vai o amor que se perde?


Por Nando Pereira
Há uma história do escritor Franz Kafka(1883-1924), famoso por “A Metamorfose“, “O Processo” e “Carta ao Pai“, que mostra um singelo e doce lado do autor que já foi descrito como esquizóide, depressivo e anoréxico nervoso: uma história de amor em que ele ajuda uma menina desolada pela perda de uma boneca em uma praça de Berlim. A história tem algumas versões e abaixo seguem duas delas (traduzidas para o português): a primeira da terapeuta americana May Benatar, que ouviu da psicóloga e instrutora de meditação budista Tara Brach, publicada no site The Huffington Post, e a segunda do renomado tradutor de Kafka, Mark Harman, como foi publicado no site The Kafka Project. “Para mim essa história traz duas sábias lições: a primeira que tristeza e a perda são presentes mesmo para uma pequena criança, e a outra que o caminho para a cura é ver como o amor volta em outra forma”, diz May Benatar, cuja narrativa segue abaixo.
A história de Kafka e a menina que perdeu sua boneca em Berlim, segundo May Benatar:
kafka-boneca-52618_186x186“Franz Kafka, conta a história, certa vez encontrou uma menininha no parque onde ele caminhava diariamente. Ela estava chorando. Tinha perdido sua boneca e estava desolada. Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar. Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não se lamente por mim, parti numa viagem para ver o mundo. Escreveu para você das minhas aventuras”. Esse foi o início de muitas cartas. Quando ele e a garotinha se encontravam ele lia essas cartas compostas cuidadosamente com as aventuras imaginadas da amada boneca. A garotinha se confortava. Quando os encontros chegaram ao fim, Kafka presenteou a menina com uma boneca. Ela era obviamente diferente da boneca original. Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”. Muitos anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta. Em resumo, dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.
~ May Benatar, no artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” (publicado no Huffington Post)
E a versão da história de Kafka e a menina que perdeu sua boneca em Berlim, segundo Mark Harman, que acrescenta detalhes como o tempo que durou a troca de cartas e os detalhes do desfecho:
65.2A estada de Kafka na cidade (Berlin) não foi totalmente sombria; daí o primeiro dos meus dois pequenos enigmas – uma história sobre Kafka e uma menina em Steglitz. Dora Diamant conta-a ao crítico francês e tradutor Marthe Robert, e, em uma versão um pouco diferente, a Max Brod. Enquanto caminhava certo dia em Steglitz, Kafka e Dora conheceram uma menina em um parque que chorava porque havia perdido sua boneca. Kafka disse a ela para não se preocupar porque a boneca tinha partido em uma viagem e lhe enviara uma carta. Quando a menina perguntou desconfiada pela carta, ele disse que não estava com ele, mas que se ela voltasse no dia seguinte ele iria trazê-la. Fiel à sua palavra, todos os dias durante as próximas três semanas, ele foi ao parque com uma nova carta da boneca. Dora Diamant enfatiza o cuidado que ele dedicou a esta tarefa auto-imposta, que era do mesmo grau que o que ele dedicava à sua outra obra literária. Ela também comenta a dificuldade de Kafka em chegar a um final que iria deixá-lo livre e ao mesmo tempo com uma conclusão razoavelmente satisfatória, para a menina. Na versão que Dora contou a Marthe Robert, Kafka conseguiu isso fazendo a boneca ficar noiva: “Ele (Kafka) pesquisou por um longo tempo e, finalmente, decidiu que a boneca ia se casar. Primeiro ele descreveu o jovem, o noivado.. .., os preparativos para o casamento, em seguida, em grande detalhe, a casa dos recém-casados”. Por causa desses “preparativos do casamento” em andamento, uma palavra que lembra o título de uma de suas primeiras histórias e sugere o grau de autobiografia fictícia que se engendrou neste envolvente conto – a boneca não poderia mais, compreensivelmente, visitar sua ex-dona. Max Brod não menciona esse final, mas escreve que antes de sair de Berlim para Praga, Kafka se certificou que a menina recebera o presente de uma nova boneca. Esta é, naturalmente, apenas uma discrepância menor e não diminui a credibilidade desta história, que revela um Kifka gentil, atencioso e compreensivo, que não é tão amplamente conhecido como o introvertido e auto-atormentando de “A Metamorfose” e “Um Artista da Fome”.
~ Mark Harman, em “Missing Persons: Two Little Riddles About Kafka and Berlin” (publicado no The Kafka Project)
PS: Essa história da boneca certamente deve ter servido de inspiração para a sequência do filme “Le Fabuleux Destin D’Amélie Poulain” (Jean-Pierre Jeunet, 2001), em que a protagonista Amélie Poulain (Audrey Tatou) pega uma estátua de anão de seu pai e faz ela viajar o mundo e enviar cartões postais para o pai, que não sai de casa e se sente atraído pelas aventuras da estátua.
*(FONTE: http://www.contioutra.com/historia-de-kafka-e-menininha-da-boneca-perdida-em-berlim-para-onde-vai-o-amor-que-se-perde/)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015