terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Um grupo de cientistas do Canadá questionou: qual é o mínimo de exercícios necessário para ficar em forma?
A resposta parece ser: muito menos do que a maioria de nós pensa – desde que estejamos dispostos a trabalhar um pouco.
Para provar essa ideia, os pesquisadores da Universidade McMaster reuniram recentemente vários grupos de voluntários. Um grupo era composto de homens e mulheres de meia-idade e sendentários, porém saudáveis. O outro consistia em pacientes de meia-idade e idosos que haviam sido diagnosticados com doença cardiovascular.
Os pesquisadores testaram a frequência cardíaca máxima de cada voluntário e o pico de potência em uma bicicleta ergométrica. Em ambos os grupos, os picos não foram muito elevados; todos os voluntários estavam fora de forma e, no caso dos pacientes cardíacos, indispostos. Mas eles, bravamente, concordaram em realizar um recém-criado programa de ciclismo.
Grande parte das pessoas já ouviu falar em intercalar atividades extenuantes com períodos de descanso. Quase todos os atletas competitivos fazem, estrategicamente, uma ou duas sessões de treinamento intercalado a cada semana para melhorar velocidade e resistência.
Mas os pesquisadores canadenses não queriam que os voluntários colocassem poucas sessões de atividades intercaladas nas rotinas dos exercícios normais. Em vez disso, os pesquisadores queriam que os grupos praticassem exclusivamente exercícios com intervalos.
Durante anos, muitas organizações têm recomendado que para ter uma boa saúde é preciso fazer 30 minutos ou mais de atividade contínua, um exercício de intensidade moderada, como uma caminhada, cinco vezes por semana.
Mas milhões de pessoas não praticam atividades físicas moderadas; na verdade, não fazem quase nenhum exercício. Quando questionados sobre o porquê disso, a maioria dos entrevistados responde que “não tem tempo”.
Atividades intercaladas, no entanto, requerem pouco tempo. Elas são, por definição, curtas. Mas se a maioria das pessoas pode tolerar atividades em intervalos, e se, por sua vez, os intervalos promovem os mesmos benefícios para saúde e boa forma, não têm sido muito investigado.
Há vários anos, os cientistas McMasters testaram um treino punitivo, conhecido como treinamento intercalado de alta intensidade, que consistiu em 30 segundos de esforço a 100% na frequência cardíaca máxima da pessoa. Depois de seis semanas, estas sessões desgastantes produziram alterações fisiológicas nos músculos das pernas de homens jovens semelhantes as mudanças promovidas por longas horas de sessões semanais de ciclismo na bicicleta ergométrica, embora os exercícios realizados tenham gastado 90% menos tempo.
Reconhecendo, no entanto, que poucas pessoas estão dispostas ou têm condições de praticar exercício a todo vapor, os pesquisadores também desenvolveram um treino mais tranquilo, mas ainda de maneira cronometrada e abreviada. Esta rotina modificada consistia em um minuto de esforço intenso a cerca de 90% na frequência cardíaca máxima, seguido por um minuto de recuperação. O esforço e a recuperação são repetidos 10 vezes, em um total de 20 minutos.
Apesar do curto período de tempo deste programa, após várias semanas de prática, tanto os voluntários sedentários quanto os pacientes cardíacos apresentaram melhorias significativas na saúde e na forma física.
Os resultados foram especialmente notáveis em pacientes cardíacos. Eles apresentaram “melhorias significativas” no funcionamento dos vasos sanguíneos e coração.
Pode parecer contraditório que o exercício extenuante seria produtivo ou mesmo inteligente para pacientes cardíacos. Mas, até agora, ninguém desenvolveu problemas cardíacos por conta dos exercícios.
Quase tão surpreendente quanto os resultados é o fato de os pacientes cardíacos terem abraçado a rotina. Embora suas avaliações sobre a percepção de esforço ou a sensação de desconforto a cada rodada de intervalos tenha sido elevada e, provavelmente, precisa, com uma média de 7 ou mais numa escala de 10 pontos, eles relatam desfrutar mais as sessões intercaladas do que o exercício moderado contínuo.
O trabalho duro é curto, por isso é tolerável.
Os cientistas notaram outros benefícios em estudos anteriores. Para os voluntários sedentários, porém saudáveis, duas semanas de treinamento intenso possibilitou a formação de muito mais proteínas celulares envolvidas na produção de energia e oxigênio. O treinamento também melhorou a sensibilidade à insulina dos voluntários e a quantidade de açúcar no sangue, diminuindo o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Com isso, os cientistas fizeram um pequeno experimento, acompanhando pessoas com diabetes tipo 2. Eles descobriram que, mesmo com uma simples sessão de um minuto intenso e um minuto de descanso, com 10 repetições, a dosagem de açúcar no sangue melhora ao longo do dia seguinte, particularmente após as refeições.
Claro, o estilo de treino intenso não é o ideal ou o necessário para todos. Segundo os cientistas, se a pessoa tiver tempo para treinamentos compostos por exercícios regulares de resistência de 30 minutos ou mais deve mantê-los. Há ciência mostra que estes treinamentos são muito eficazes na melhoria da saúde e da boa forma.
Mas se houverem restrições de tempo para manter longas sessões de exercício, consulte um médico para verificar a possibilidade de pedalar rapidamente em uma bicicleta ergométrica ou correr por cerca de um minuto, com o objetivo de aumentar a frequência cardíaca em cerca de 90% do máximo. [NYTimes]

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Carnaval, Corpos e Poder


Corpo feminino - elemento de marketing do carnaval

 É bastante provável que o Carnaval seja a festa popular profana mais comemorada no Brasil. Festeja-se o Carnaval de maneiras bastante diferentes de acordo com a região. Mas há um fato que atinge a grande maioria das pessoas, com acesso à televisão, quando o assunto é Carnaval: os corpos nus ou quase nus das mulheres.

 A reflexão sobre os corpos e o seu uso como produto pela mídia, principalmente televisiva, é um conteúdo que deve ser debatido nas aulas de Educação Física. Um documento governamental de orientação aos professores “Parâmetros Curriculares Nacionais”, voltado a essa área, aponta como um dos objetivos a serem atingidos pelo professor de Educação Física com alunos do ensino fundamental é a leitura crítica de modelos de corpo que são transformados em produtos pela mídia televisiva. E, se por um lado a leitura crítica de uma estética corporal transformada em padrão já é um tema bastante debatido no campo acadêmico da Educação Física, por outro lado, isso não significa que o professor o faça em sala de aula, elemento que justifica o tema aqui proposto.

 Desde o Movimento Feminista, que teve seu auge na década de 60, que a mulher brasileira vem integrando um quadro bastante contraditório: se por um lado ela pretende posição profissional e independência financeira, por outro, ela precisa se mostrar feminina, dócil e, porque não, sensual. A sensualidade é um elemento chave para a mulher, porque se trata de uma manifestação de poder sobre os homens e até sobre outras mulheres. E é isso o que leva muitas e muitas mulheres à academia, às clínicas de cirurgia plástica, aos salões de beleza e à procura de dietas milagrosas. Nessa lógica, o corpo é o foco da sensualidade e, provavelmente por isso, também é foco de poder.

 Assistir aos desfiles das escolas de samba pela televisão faz com que o nosso olhar sobre o carnaval fique bastante restrito sobre esse tipo de festividade. Há muitos outros festejos de carnaval no Brasil, que se focam muito mais em diversão do que em produção de capital e competição. No entanto, é esse o tipo de festa que é vendido pela mídia televisiva para o Brasil e para o mundo.
 Nesse contexto, o elemento de marketing para esse tipo de venda é o corpo feminino. Não à toa, muitas mulheres participam dos desfiles, mas as que têm sua imagem transmitida pela televisão são aquelas que têm o seu corpo à mostra. São mulheres que submetem seus corpos às intensas privações alimentares, a exercícios físicos exaustivos e a cirurgias plásticas quase anuais, a fim de que o seu corpo seja foco de atenção do Carnaval.

 É bom que se esclareça que o nudismo não é uma prática discriminatória, o que se acredita ser discriminável é a venda dos corpos enquanto produto. São esses corpos que atraem turistas que fazem os hotéis lucrarem, restaurantes caros lucrarem e boutiques caras lucrarem. Chamo de corpos e não de mulheres, porque o corpo torna-se uma coisa vendável, quase desumanizada. O curioso é que são esses corpos que pouco lucram.

 Então, torna-se lógica a pergunta: o que ganham esses corpos? A princípio, a única resposta lógica seria poder. Poder no sentido proposto pelo filósofo Michel Foucault: em que se trata de submissão do outro perante a si, e que pode se apresentar nas mais íntimas relações interpessoais. Nesse caso, o corpo “mais bonito” do Carnaval ganha todos os olhares, e esses olhares significam a valorização desse corpo. Essa valorização, que nesse caso pode ser chamada ingenuamente de “autoestima” resulta em sensação de poder. Um poder que desaparece logo que se deixa o desfile, mas que serve como produto para a lucratividade de um sistema turístico de ética duvidosa.

Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP

terça-feira, 31 de janeiro de 2012


                                                                               UM GESTO PODE DIZER MUITA COISA!

A forma de andar e de se comportar mostra como você está se sentindo em relação à determinada situação. Veja só..:

 Manter a bolsa sobre o colo durante uma conversa em vez de pendurá-la ou colocá-la em outro lugar passa a impressão de desconforto com a situação. 
 Fique atenta ao cruzar as pernas. Se a ponta dos seus pés estiverem apontadas para a pessoa que está com você, é sinal de interesse no assunto. Se, ao contrário, ficarem no sentido oposto, indica que você não vê a hora de sair dali.




 Quem anda com as costas curvadas e os ombros arqueados passa a ideia de cansaço e depressão, como se carregasse um fardo. Já costas retas e peito projetado para a frente mostra segurança e uma certa dose de narcisismo, dando até a sensação de arrogância. 




 Mexer no cabelo durante um bate-papo com o sexo oposto quer dizer que você está querendo seduzi-lo. Quando acaricia almofadas ou outras superfícies macias, como a de um sofá, por exemplo, deixa claro o desejo por um contato mais íntimo com o parceiro.




Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/Edicoes/194/artigo4966-1.asp

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

VINHO - noções de base I


O Enófilo

Foto de um Enófilo
No mundo vinícola encontramos três participantes com uma rotineira redundante freqüência. A começar pelo enófilo, este é o mais importante de todos , afinal é quem bebe e conhece ao menos o que bebe, a raiz etimológica da palavra é Eno, que vem do grego vinho, e filo, que significa amante. Este é aqueles que os profissionais tentam agradar.

O Enólogo

Foto de um Enólogo
Depois encontramos o enólogo, eno de vinho, é logos de conhecimento, logo o que conhece o vinho. Este é o artista, aquele que está junto da videira desde o inicio colheita da uva, até o momento de por o vinho no mercado. É o profissional responsável por todas as nuances da sua profissão.

O Sommelier

Foto de um Sommelier
Temos também o sommelier, que vem do somm, do sânscrito individuo idôneo e responsável, e elier, gandamodafoca bebedor profissional. Esta profissão surgiu frente a necessidade de dar a conhecer as nuances deste produto que nem sempre é fácil de apreciar, e justamente sua correta apreciação é fundamental. Na escola entre guerrinhas de papel e bebedeiras fenomenais, perguntavam-nos porque seriamos sommeliers se normalmente quem pode estudar para exercer esta profissão pode ser enólogo, a resposta e sempre a mesma. Enólogo na frente do vinho tem de tomar decisões, e nós, sommeliers, na frente de decisões, tomamos vinho. Sem mais delongas.

Vinho de Jabuticaba?

Foto de uma jabuticaba
Vinho é toda bebida composta do mosto (suco) de uva fermentado. Portanto nada de escrever sobre vinhos de jabuticaba, até porque não é vinho, a menos que façam abaixo-assinado, depois de um porre de vinho de jabuticaba, dos que meu avô faz então, ui. Quero ver quem escreve o nome!

Eno-o-quê?

Esta palavrinha Eno é muito encontrada entre aqueles que gostam mais de falar que beber vinho, não se espante se começar a receber enoabraços, enobeijos, enotchaus, ou coisa que valha depois de falar sobre vinho durante algum tempo. Eu dispenso a paneleiragem. Nada contra enocumprimentos, nem paneleiros. Baco me livre!

Ah sim. Grande Baco.

Baco é o antigo Deus grego do vinho. Ah pois é! Cerveja é boa e existem a quase tanto tempo, desde o antigo Egito, mas ninguém se lembrou da coitada na hora de eleger Deus da Cerveja..merecia a pobrezinha. Baco era um Deus gordinho com vinhedos nas orelhas que tinha grandes festas dedicadas a ele, orgias com as bacantes. Ai nessas horas que saudade da Grécia dos velhos tempos. Depois foi adoptado pelos romanos sob o nome de Dionísio, mas as orgias regadas a vinho continuaram.
Falar de vinhos específicos exigem alguma perícia que a prática nos concede, utilizando adjetivos que reunidos formam o que os profissionais chamam de vocabulário organoléptico. Para facilitar nesta parte vou começar a repassar sempre três palavras costumeiramente encontradas neste conjunto de expressões e adjetivos, mas para não facilitar demais vou por sempre uma para servir de armadilha. Vamos ver então aqueles que encontram a que não pertence ao grupo.

A

Aveludado

Vinho macio, embora encorpado, daqueles que descem bem redondinho, mesmo sabendo que 2 garrafas vão te deixar assim meio que na mão do bozó.

Adstringente

Vinho desequilibrado, seja porque é ácido demais ou de menos, apresenta uma aspereza deveras desagradável

Analfabeto

Vinho que não sabe ler nem sequer escrever, enfileirando as linhas deste país de vinhos mal instruídos.
Enovaleuaí.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Longevidade ao alcance de todos
                                                   
Uma fórmula simples para viver mais e melhor
Ter uma vida longa e saudável não é nenhum mistério e está ao alcance de qualquer pessoa disposta a seguir uma dieta equilibrada, fazer exercícios físicos regulares, evitar o estresse, e usar suplementos nutrientes e antioxidantes eficazes. Quem afirma é a especialista em geriatria e longevidade Dra. Odilza Vital, que, há pelo menos 30 anos, vem defendendo a nutrição biomolecular.

De acordo com a médica, a principal preocupação dos especialistas da área não é apenas a idade cronológica - que está registrada na certidão de nascimento - mas sim a biológica, que é a soma de todas as alterações psicológicas que ocorrem durante a vida. Na proporção em que nossos tecidos são mais ou menos afetados, nossos órgãos começam a deteriorar e nosso sistema imunológico declina. O envelhecimento biológico varia de pessoa para pessoa, mas há muito o que fazer ou deixar de fazer para retardar esse processo de envelhecimento.

Na vida moderna são adquiridos diversos hábitos que contribuem para o envelhecimento precoce: uma alimentação rica em radicais livres, em gordura saturada, excesso de bebida alcoólica, fumo, excesso de sol e estresse.

Em um programa de antienvelhecimento, Dra. Odilza Vital não só alerta os pacientes para evitar esses fatores agravantes do envelhecimento, como também os estimula a praticarem a meditação, induzindo-os, muitas vezes, a buscarem uma religião.

"Procuro analisar o paciente através de uma visão holística, levando em consideração o equilíbrio do corpo, mente e espírito. A pessoa não precisa travar uma batalha contra a certidão de nascimento, mas pode seguir um programa para evitar o processo de envelhecimento precoce", afirma.

Seu parceiro em trabalhos desenvolvidos no Brasil, o médico americano Mitchel Kurk, autor do livro "Pare de envelhecer e revitalize sua vida", publicado há algum tempo no país, também segue essa mesma linha de medicina preventiva. Ele também recomenda atividade física e meditação para combater o estresse, um dos principais inimigos da longevidade e que, segundo ele, desencadeia a maioria das perturbações físicas e psíquicas do organismo. "São duas armas poderosas para uma vida revitalizada", garante.

Como retardar o envelhecimento com a ajuda de suplementos

Dra. Odilza Vital lembra que o uso adequado de suplementos alimentares é fundamental para alcançar uma vida mais longa. Há mais de oito anos ela já recomenda para pacientes o extrato de pycnogenol, substância extraída da casca do pinheiro e cujos benefícios foram apresentados apenas recentemente no congresso sobre nutrição funcional e medicina ortomolecular em São Paulo. A endocrinologista explica que o pycnogenol potencializa a ação das vitaminas C e E inibindo a formação de coágulos nas artérias, além de prevenir a arteriosclerose por sua ação vasodilatadora.

Ela lembra que outra substância - o licopeno, extraído de tomates - tem também importante função antienvelhecimento ao proteger a próstata e o aparelho cardiovascular. Novidade no Brasil, o licopeno é usado em Israel com comprovada eficiência. O licopeno, esclarece Odilza, é sempre melhor absorvido pelo organismo junto com óleos, à semelhança da vitamina E, sendo assim recomendado o uso regular de azeite extravirgem.

Hoje já se sabe, acrescenta a endocrinologista, que uma vida saudável deve sempre combinar micronutrientes com uma dieta à base de vegetais, frutas e proteínas. Ela indica aos seus pacientes unha de gato, alho, salsa, temperos verdes, que são anticancerígenos, e afirma: "Quanto mais próximo você estiver da natureza, melhor você vai se sentir".

Saiba como viver melhor

A médica fornece algumas sugestões, que são tão simples, que às vezes colocamos de lado, como os bons hábitos da alimentação, a prática de exercícios, entre outros.

Evite margarina e gordura hidronizada, que obstruem as artérias. O ideal é que se coma muito peixe. A carne vermelha em quantidade moderada, diferente do que muitos pensam, não mata ninguém. Ela é prejudicial porque geralmente é contaminada por hormônios ingeridos pelos animais. A grama que o gado come invariavelmente também já contém vários agrotóxicos, que são prejudiciais à saúde. Já o queijo amarelo, ao contrário do que pensa a grande maioria das pessoas, muitas vezes tem menos gordura que o queijo branco.

A médica lembra ainda que as frutas e legumes devem ser bem limpos e, se possível, lavados com água filtrada. Além disso, ela recomenda fazer exercícios diários e caminhadas regulares, com duração de no mínimo 30 minutos. Os exercícios e as caminhadas ao ar livre ajudam a absorver a vitamina D3, o cálcio no intestino, além de ajudar na produção de endorfina que previne a depressão e estimula o sistema imunológico.

O iogurte também é um outro grande amigo da longevidade. As pessoas intolerantes à lactose - chamado açúcar do leite, por exemplo, podem tomar iogurte, que é bastante digerível. Além disso, ele é rico em cálcio. O iogurte também possui ainda bactérias da família lactobacillus, que são benéficas para o organismo, além de ser capazes de proteger o aparelho intestinal contra infecções.

As chamadas ervas tônicas também aumentam o vigor e a energia do organismo. Alguns exemplos são a centáurea européia (Erythraea centaurium), a falsa raiz do unicórnio (Chamaelirium luteum), genciana (Gentiana lutea), a mirra (Commiphora myrrha) e o álamo branco (Populus tremuloides). A médica indica ainda a ligústica (ligusticum linneaus), conhecida na medicina chinesa por revigorar a circulação sangüínea e a energia vital das pessoas.

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domingo, 11 de dezembro de 2011

            
                                              
EU, MENINO E ELE (O que é o Natal)

(Essa história está presente no volume 2 da coleção FRASES, DICAS E HISTÓRIAS MARAVILHOSAS)

           
Eu, menino, sentado na calçada sob um sol escaldante, observava a movimentação da turba em volta e tentava compreender o que ocorria. Que é o Natal? - indagava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que o Papai Noel, no seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo  brinquedos a todas as crianças. E por que então eu, que passo a madrugada ao relento, nunca vi o trenó voador? - perguntava-me. - Onde estão os meus presentes?
E eu, menino, concluía que não deveria ser isso o Natal. Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais cordiais umas com as outras. Talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão. Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? - inquiria-me, perplexo. - E por que trabalha a polícia no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim... Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico em que as pessoas enchiam as igrejas em busca de Deus. Por que, então, não saem de lá melhores do que entraram? - debatia-me, na ânsia de compreender aquela ocasião enigmática. Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem. Era um belo homem. Não era gordo nem magro, tão alto quanto baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, amarelo ou vermelho. Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz com tom de afago, saudou-me:
- Olá, menino!
- Oi... - respondi, tímido.
E, num quase êxtase de admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante. Eu, menino, na naturalidade de menino, aceitei-o como amigo num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:
- Que é o Natal?
ELE, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:
- Meu aniversário.
- Como assim? - indaguei-lhe, percebendo que estava só. - Por que não estás em casa? Onde estão os teus?
- Essa - falou-me, apontando a multidão que vagava - é a minha família.
Eu, menino, não compreendi.
- Também tu fazes parte da minha família... - acrescentou, aumentando a confusão.
- Não te conheço! - rebati.
- É por que nunca te falaram de mim. Mas eu te conheço. E te amo...
Estremeciam-me de emoção aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
- Deves estar triste - comentei. - Estás só no dia do próprio aniversário...
- Neste momento, estou contigo - respondeu-me, meneando a cabeça negativamente.
E conversamos. Uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um inefável transbordar de sentimentos, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma. O sol entregou o céu às estrelas. E conversamos. Eu, menino, e ELE. E ELE me falava, e eu o amava. E eu o absorvia. E eu o sentia. Eu, menino: cordas. ELE: artista. E se fez melodia entre nós!... E eu, menino, sorri...
Quando a noite cedeu vez à madrugada, enquanto piscavam as luzes que adornavam as residências, ELE se ergueu e pressenti que era a despedida. Suspirava, de alma renovada. Abracei-o pela cintura, dizendo:
- Toma o meu presente... Feliz aniversário!
Ergueu-me no ar, com seus braços fortes-fracos, tão fortes quanto a paz, e disse-me:
- Presenteia-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é tua... Ama-os com respeito. Respeita-os com ternura. Sê terno com carinho. Acaricia-os com justeza. Julga-os com amor... E tem um feliz Natal!
Porque não quisesse vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-o, levando-o para sempre no mais íntimo do coração. Fui em busca de braços que aceitassem os meus... E eu, menino, nunca mais o vi. Somente quando deixei de ser menino ouvi novamente falarem daquele amigo da noite de Natal: Jesus.
E eu, menino, sorri...
Orlando Nussi

 

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011



DO FUNDO DO BAÚ - A BOTICA DA VOVÓ


Naqueles tempos reinava absoluta a “Maravilha Curativa do Dr. Humphreys”, à base de Hamamelis Virginica, que de unha encravada a câncer, passando por ralados e dores de cabeça, era o santo remédio.

Além, é claro, dos homeopáticos Coryfolium, da Nux Vomica e do Phosphorus.

Não podiam faltar as pastilhas de leite de magnésia - Milma, e a Malvona.

Obrigatório, para as crianças crescerem fortes e saudáveis, era a nauseante Emulsão de Scott, óleo de fígado de bacalhau com o pescador encurvado no rótulo.

O pote de Vick Vaporub, cheirando a cânfora, o Chophytol, à base de alcachofra, para distúrbios digestivos, o Optalidon, comprimidos cor de rosa, para dores de cabeça.

E um aparelho de três partes, com um abaixador de língua vazado, um recipiente para líquido (tipo iodo) e uma pera semelhante a dos aparelhos de pressão, para “pinceladas” nas gargantas inflamadas.

O sempre presente “Cristal Japonês”, um creme frio, em bastão, para dores de cabeça.

Cibalena, AAS infantil, Melhoral e o hoje proibido Elixir Paregórico.

Lavolho para qualquer problema ocular e Atroveran para dores de barriga.

Mercúrio-cromo, ainda com uma haste de vidro presa sob a tampa, para espalhá-lo na ferida.

Pomadas diversas, entre elas Nupercainal e Furacin.

Algodão, gaze, termômetro.

Pílulas de Vida do Dr. Ross, um “must” da época, e Galenogal, nunca vi.

“Dura lex, sed lex, no cabelo só Gumex”, que vinha num pote de vidro, na forma de um creme avermelhado, ou então Brylcreem ou Fixador Bourbon.

Para dor de ouvido, gotinhas de Aurissedina.

Faltou algum?

(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/luizd:901)