quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

CASAMENTO e...



SEGURANÇA NO LAR

Qualquer pessoa que mora numa grande capital entende a importância de segurança no lar. Sabendo que existem alguns maus elementos no mundo, procuramos minimizar o perigo de assaltos e invasões das nossas casas. Muitas casas são cercadas por muros altos. Outras têm grades nas janelas. Algumas têm sistemas sofisticados de alarmes ou guardas para as defender. E qual rua não têm, pelo menos, alguns dez cachorros que latem em coro quando alguém passa na rua? É normal querer segurança em casa.

O que é que procuramos proteger dentro de casa? Alguns bens materiais, talvez. Mas, de maior importância, protegemos a vida física e o bem-estar emocional das pessoas queridas que chamamos família.

Enquanto protegemos nossas famílias de alguns riscos físicos, freqüentemente negligenciamos uma outra questão de segurança no lar. Nossas famílias são sujeitas a muitas ameaças espirituais. Como podemos defendê-las? O que podemos fazer para criar e manter lares seguros e capazes de resistir os males que destroem muitas famílias e estragam as vidas de muitas vítimas inocentes? Neste artigo, consideraremos alguns princípios bíblicos que asseguram lares mais sólidos e tranqüilos.

1 + 1 = 1

Quando Deus criou o ser humano, ele fez duas pessoas: um homem e uma mulher. Desde o princípio, Deus ordenou que o casamento fosse um relacionamento especial e íntimo de dois: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24). Milhares de anos depois, Jesus repetiu o mesmo princípio como a vontade de Deus para todos (Marcos 10:6-9; Mateus 19:4-6). Paulo divulgou a mesma regra quando ensinou que cada homem pode ter "sua própria esposa" e cada mulher "seu próprio marido" (1 Coríntios 7:2).

Muitos dos problemas de lares inseguros, hoje em dia, resultam da desobediência deste princípio fundamental. Vamos ver alguns exemplos desses abusos e suas conseqüências:

Deixa o homem pai e mãe. O ato de casar-se cria uma nova família, independente das famílias dos pais. O ponto deste aspecto do mandamento não é distância física, pois encontramos exemplos de pessoas fiéis que moraram perto dos pais (Gênesis 24:67). É possível morar perto dos pais e ainda desenvolver uma família independente, mas não é fácil. Há duas tendências erradas que freqüentemente atrapalham famílias: Œ Pais que interferem nos assuntos dos filhos casados, e  Filhos casados que não assumem a responsabilidade na própria família. Enquanto esses problemas podem acontecer em qualquer família, são mais comuns quando os filhos ficam pertinho dos pais depois de casar. Às vezes, a noiva demora para aprender como cozinhar e manter a casa porque não estabelece um lar independente. Muitos novos maridos não aprendem a responsabilidade de sustentar a família e administrar o dinheiro, porque os pais continuam ajudando financeiramente. Alguns novos pais não sabem criar filhos, porque as crianças estão sempre na casa dos avós. Muitos casais nunca aprendem como resolver problemas entre si, porque sempre procuram refúgio na casa dos pais, ao invés de conversar como dois adultos para achar soluções para suas diferenças. Quando recém-casados respeitam a vontade de Deus para deixar pai e mãe e formar uma nova e independente família, aprendem depender um do outro, resolvendo problemas e criando laços fortes.

Se une à sua mulher. Nestas palavras encontramos dois aspectos importantíssimos de um bom casamento: Œ Se une à sua mulher. O ato de unir-se sugere o compromisso do casamento. Os costumes e as leis mudam de uma época para outra e de um país para outro, mas a idéia de assumir um compromisso de casamento com uma pessoa é essencial. No Brasil, atualmente, essa união exige um casamento lícito, devidamente registrado no cartório. Pessoas que vivem amigadas estão evitando o compromisso do casamento, deixando aberta uma porta de saída. O relacionamento de tais pessoas não se trata de casamento, mas sim de fornicação, um pecado contra o par e contra Deus (Hebreus 13:4; 1 Coríntios 7:9). Relações sexuais antes ou fora do casamento do casamento são pecaminosas.  Se une à sua mulher. Em três palavras, Deus já excluiu muitos dos motivos de lares instáveis. Deus, na Bíblia, autoriza cada homem a casar-se com uma mulher. A prática comum de divorciar e casar com outra não é da vontade de Deus. Deus não criou Adão e Eva e Ana e Sara. Ele criou um homem e uma mulher. O casamento hoje é um relacionamento fechado e exclusivo entre duas pessoas. Eu não tenho direito nem de pensar em me separar da minha esposa para achar outra. Devemos observar outra coisa importante nessas palavras. Deus criou um homem e uma mulher. Deus não autorizou que o homem tivesse relações sexuais com animais, nem com outros homens. Ele já tinha criado diversos animais, mas nenhum deles foi feito para ser companheiro íntimo do homem (Gênesis 2:20). Também, é óbvio que Deus não criou Adão e João... (Romanos 1:24-27; 1 Coríntios 6:9-11).

Tornando-se os dois uma só carne. No meio da libertinagem do nosso mundo, a idéia de fidelidade matrimonial parece antiquada. Filmes, novelas, revistas e jornais sugerem que a paixão é incontrolável e a traição inevitável. O mesmo antigo mentiroso que enganou Eva no jardim do Éden continua enganando milhões com essas mentiras. O privilégio de ter relações sexuais é uma das melhores coisas que Deus deu para o prazer do homem e da mulher, mas pessoas pecaminosas procuram estragar esse dom de Deus. A intenção de Deus é que, logo depois de assumir o compromisso de casamento, o homem e sua mulher começarão uma vida de relações íntimas que trarão prazer para os dois. O bom marido vai se preocupar com a satisfação sexual de sua esposa, e ela, por sua vez, vai responder aos desejos naturais dele. Pessoas que respeitam a vontade de Deus não admitem a possibilidade de se envolver sexualmente com outras pessoas (1 Coríntios 7:3-5; Provérbios 5:1-23; Mateus 5:27-28; Hebreus 13:4; 1 Coríntios 6:9-11; Romanos 7:1-3). As pessoas que encontram mais prazer sexual na vida são as pessoas que se dedicam ao desenvolvimento do relacionamento íntimo com seu legítimo parceiro. Essas pessoas não sofrem da culpa que vem com lembranças de pecados cometidos no passado, nem da insegurança que a infidelidade traz para a vida de muitos. No casamento lícito, o sexo se torna uma parte especial do amor verdadeiro e completo entre duas pessoas.

O cristão que respeita a Deus vai contrariar as tendências pecaminosas de uma sociedade que defende a libertinagem. Um artigo recente na revista Época acertou quando descreveu uma grande parte do problema de jovens terem relações sexuais: "Quem é adolescente, hoje, tem nos pais o exemplo de uma geração que derrubou barreiras para tornar o sexo antes do casamento algo moral e socialmente aceitável" (12/04/99, página 50). Temos que mudar este quadro. A fornicação pode ser socialmente aceitável, mas nunca será moralmente aceitável. Mesmo se não conseguirmos mudar o pensamento de todos, podemos e devemos começar nos nossos próprios lares e igrejas. Pais, assumam compromissos com seus filhos para ajudá-los a manter sua pureza, assim se preparando para felicidade verdadeira no casamento e no céu.

Famílias Seguras

Abandono e divórcio são fontes de muito sofrimento. A vida de muitas crianças e jovens se torna um pesadelo, devido às promessas quebradas dos pais. Muitos adultos sofrem feridas incuráveis de rejeição por alguém que, alguns anos antes, prometeu amor e fidelidade até a morte. Deus autorizou o casamento, mas a destruição de lares é obra do diabo. Muitas coisas mudam depois de casar, mas o compromisso é irrrevogável. Geralmente, o homem de 50 anos não é tão bonito, fisicamente, como era quando tinha 20 anos. A mulher de 80 anos pode ter alguns problemas de saúde que não tinha aos 30 anos. Problemas mais difíceis, incluindo doenças mentais, podem se desenvolver depois do casamento, mas o compromisso não muda. Uma doença ou acidente pode deixar a pessoa incapaz de cumprir seu papel normal, mas o compromisso continua o mesmo. A sua esposa ou o seu marido merece a segurança de saber que vocês vão ficar juntos até a morte.

Seus filhos precisam da mesma segurança. Lares tumultuados e quebrados por divórcio deixam muitas vítimas. Pesquisa publicada na revista Veja prediz uma grande mudança na família brasileira: "Em apenas duas décadas, o número de famílias nucleares, compostas por pai, mãe e filhos de um primeiro casamento, será menor do que o de novas uniões resultantes de separações e divórcios." O mesmo artigo observa o fato óbvio: "Mas é ilusão achar que exista separação sem dor e sofrimento. O fim de um casamento é uma das situações mais estressantes que um ser humano pode enfrentar....Para as crianças, significa lidar com emoções desconhecidas, na maioria das vezes traumáticas...." (17/03/99, páginas 110-111).

Cumprindo nossos papéis com amor

Existem muitas outras coisas que contribuem à segurança no lar. Homens responsáveis devem trabalhar e sustentar a família (1 Tessalonicenses 4:11; 2 Tessalonicenses 3:10; 1 Timóteo 5:8). Mulheres piedosas serão boas donas de casa, contentes com as necessidades da vida e livres da avareza (Tito 2:3-5; 1 Timóteo 6:7-10). Pais que temem ao Senhor vão instruir seus filhos por palavra e exemplo, os corrigindo em amor (Efésios 6:4). Violência, bebidas, drogas, imoralidade e diversas outras más influências serão eliminadas das nossas famílias, deixando um ambiente saudável para o desenvolvimento de pessoas aptas para o reino de Deus. Vivendo bem no lar exige sacrifício e determinação. Mas, lembre-se de dois fatos importantes: Œ O amor de Deus exigiu um sacrifício maior (João 3:16; Efésios 5:25), e  Estamos tratando de seres humanos, feitos à imagem de Deus, que têm espíritos eternos. Você terá uma grande influência na eternidade de seu companheiro e de seus filhos. Vale a pena ser fiel!

-por Dennis Allan (www.estudosdabiblia.net)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

RISCO DE ATAQUE CARDIÁCO


(Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br/artigos)

Há gente que tem azar. Faz tudo direito, e, no fim, dá errado. Isso acontece especialmente com o coração. Você pode achar que está em forma física, muito melhor do que a dos amigos mais novos, e correr risco de um ataque cardíaco (infarto do miocárdio), sem jamais imaginar que isso pudesse acontecer.
Nem todos os que sofrem infarto são classificados pelos médicos como pacientes de alto risco. Mais da metade dos casos acontece entre pessoas portadoras de risco intermediário ou baixo risco.

Por isso, é fundamental que os homens se submetam a avaliações cardiológicas periódicas depois dos quarenta anos de idade, e que as mulheres o façam a partir da fase que precede a menopausa.
David Nash, da Universidade de Nova York, em artigo publicado na revista “Postgraduated Medicine”, explica como essa avaliação deve ser realizada nas consultas médicas de forma tão acessível, que tomo a liberdade de resumi-la aos interessados.

Segundo ele, os exames invasivos, dispendiosos, pirotécnicos disponíveis apenas em hospitais especializados não são necessários; estão indicados somente em casos especiais. O risco da maioria das pessoas que vão ao médico pode ser avaliado com base na história clínica, exame físico e testes laboratoriais simples, de rotina.
Como os principais fatores de risco cardíaco são cigarro, pressão alta, diabetes, colesterol total alto, LDL elevado e HDL baixo, fica fácil avaliá-los. Basta tirar a história, medir a pressão e fazer um exame de sangue para dosar os níveis de açúcar no sangue (glicemia) e do colesterol e suas frações (HDL e LDL).

O cigarro, além de causar infarto como fator isolado, tem a propriedade de potencializar os demais fatores de risco. Os médicos devem empenhar-se com seriedade para convencer seus pacientes a parar de fumar. Os fumantes que conseguem ficar livre da dependência beneficiam-se dramaticamente: depois de apenas 12 meses sem cigarro, a mortalidade por ataques cardíacos cai aos níveis dos que nunca fumaram.
Da mesma forma, os médicos devem enfatizar o papel da atividade física, do controle da pressão e da taxa de açúcar no sangue dos diabéticos, na prevenção de infartos.
Níveis de colesterol total acima de 240 conferem risco alto de infarto do miocárdio. Por outro lado, 20% dos casos ocorrem em homens com níveis considerados seguros (abaixo de 200). A maioria, porém, desses casos de infarto associados a colesterol total baixo, apresentam níveis baixos da fração HDL (abaixo de 35).



Além desses fatores principais que guardam relação de causa e efeito com a incidência de ataques cardíacos, há seis outros considerados predisponentes à doença, que também são fáceis de identificar: obesidade, vida sedentária, história de infarto prematuro em pessoas da família, sexo masculino, resistência à insulina e os fatores sociais, étnicos ou comportamentais.

Informações sobre sedentarismo, existência de casos na família, sexo e os fatores sociais, étnicos e de comportamento, são rotineiramente obtidos na história clínica.
O autor recomenda que o grau de obesidade, o principal fator predisponente dos seis citados, seja avaliado pela simples medida do diâmetro da cintura e pelo cálculo do índice de massa corpórea.
Homens com mais de 94 cm de cintura e mulheres com mais de 80 cm, precisam perder peso.
O índice de massa corpórea, calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em metros) elevada ao quadrado, também serve de orientação. Se o índice for maior do que 25 kg por m², existe sobrepeso.
A resistência à insulina, condição metabólica associada intimamente ao desenvolvimento de diabetes, pode ser avaliada grosseiramente porque guarda relação com o diâmetro da cintura: homens com mais de 100 cm e mulheres com mais de 90 cm apresentam maior probabilidade de apresentar resistência.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

MULHERES MARAVILHOSAS DA BÍBLIA


Reflexões...

(CEBI Planalto)


MULHERES E PROFETISMO NO PRIMEIRO TESTAMENTO

(Fonte: http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=15¬iciaId=534 - Alexandre, Edicarlos, Eliana, Elaine, Jucimar e Maria das Graças - da Escola Biblica Flor de Piqui - )

1.INICIANDO NOSSA CONVERSA



“...O profetismo é também o anúncio da esperança, da utopia que buscamos e que não nos deixa desanimar, porque temos a promessa o futuro, assim como já conduziu os passos dos profetas e pais que nos precederam na fé.” (CAVALCANTE, 1987)



Ao falar em profecia, profetas e profetismo imediatamente pensamos nos grandes nomes de Amós, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Elias; todos homens grandiosos que fazem parte do cenário profético das Escrituras Sagradas. Porém se olharmos atentamente os textos bíblicos numa perspectiva feminina veremos que, no percurso do agir profético, houve, como ainda há em nossos dias, a participação insubstituível da mulher.

No entanto, se a leitura bíblica que fazemos ainda é carregada de pré-conceitos e estereótipos masculinos, as mulheres profetisas não serão encontradas facilmente, mesmo por que a tradição judaico-cristã nunca fez questão de reconhecer esta participação na história da salvação. Mesmo hoje, parece que a lista de mulheres mártires e profetisas lembradas em nossas liturgias não enche uma página. Será que as mulheres não participam ou será que continuam propositalmente esquecidas?

Hoje há milhares de mulheres, judias, protestantes e católicas que procuram fazer uma leitura bíblica no contexto do povo, enfatizando o papel das mulheres e de outros marginalizados na Bíblia. No entanto, a força da visão patriarcal da religião é tão universal, que milhares de mulheres ainda acreditam que Deus (um puro espírito sem gênero) é masculino e por isso sempre escolheu homens e continuará a escolhe-los como profetas, sacerdotes e governantes do povo por serem “melhores e moralmente mais fortes do que as mulheres”.

Mas isso não precisa continuar sendo assim, uma visão histórica e socialmente construída leva quase o mesmo tempo para ser desconstruída, é o que as mulheres, profetisas de nosso tempo estão tentando forjar. É o que nos mostra a afirmação de uma delas, num ensaio sobre mulheres na Bíblia:



“As biblistas feministas, em geral, são multidisciplinares em sua abordagem do texto bíblico. Elas trabalham com a análise literária, a antropologia, a sociologia, a lingüística, a filosofia e a psicologia. A interligação de todos esses campos permite penetrar o texto em seu contexto de povo de Deus num mundo abrangente. Essa leitura é importante para todas as religiões.” (Ana Flora Anderson, s/d)



Ao falarmos de profetismo feminino, logo de cara nos deparamos com o que alguns autores/as denominam ocultamento e nós concordamos com eles. Em nossas leituras e análises, observamos que as mulheres aparecem muito nos textos, mas em geral, mesmo quando sua presença é importante, seu nome é substituído ou acompanhado por sua função familiar: a irmã de Moisés, a mãe dos macabeus, a mulher do profeta; e hoje ainda- a mãe do padre Josimo, as mães da praça de maio, as margaridas, a viúva do Chico Mendes, etc. é por essas e outras que necessitamos de um olhar atento, vigilante, quando quisermos descobrir onde há mulheres atuando, fazendo, criando, lutando e proferindo uma palavra profética na história.



”Se houve todo um processo de ocultamento das mulheres por parte dos que escreveram a Bíblia, isso nos leva a uma leitura mais crítica. Lá onde alguma mulher aparece explicitamente numa posição louvável, especialmente se ela recebe o título de “profetisa” ou “juíza”, é porque sua liderança ultrapassa todas as barreiras patriarcais e se impôs como impossível de ser omitida” (Cavalcanti,1987).



2. Profetisas do Primeiro Testamento



2.1.Miriam ( Ex 15,20-21;Mq 6,4; Nm 12)



A Bíblia cita inegavelmente a profetisa Miriam como uma das envolvidas no projeto de libertação dos hebreus junto com Aarão e Moisés. O cântico de Miriam é um dos mais antigos escritos da Bíblia, o que denota que desde o começo houve a presença de mulheres na história de Israel acontecida e também na história escrita.

Miriam é aquela que puxa o cordão das mulheres, toca tamborim, dança e canta em homenagem a Javé, o libertador. Obviamente o texto menciona seu parentesco com Aarão, mostrando uma forma de não deixar a liderança de uma mulher sobressair sozinha. No entanto em Miquéias 6,4, Miriam aparece em pé de igualdade com Moisés, mas no capitulo 12 dos Números, ela é punida com a lepra por contestar Moises e só é curada com a mediação do mesmo.

Apesar das tentativas de diminuir sua importância, uma leitura do ponto de vista da mulher coloca Miriam em destaque e seu profetismo consiste na liderança das mulheres, no louvor e reconhecimento ao Deus que liberta e quer vida digna para todos e todas.



2.2. Débora (Jz 4-5)



Num momento de fraqueza e dispersão das tribos, a juíza Débora convoca o chefe Barac e todos os guerreiros para lutar em defesa do povo e sob a proteção de Javé. O texto fantástico de Juízes 4 deixa claro o brilho de Débora, assim como o de Jael em oposição à fraqueza masculina revelada em Barac e Sísara. É esse texto que ressalta o profetismo de Débora e seu papel: despertar as lideranças adormecidas, convocar as tribos para a união, levantar o ânimo de todos e sobretudo convocar à fé no Deus libertador. Essa é fé cantada em ritmo de festa e louvor, terminando com um grito confiante:

“Aqueles que te amam, Javé, que eles sejam como o sol quando se levanta em sua força”(jz 5,31)



Mais tarde, a carta aos Hebreus (11,33) fará menção ao tempo dos juizes, citando vários e até o covarde Barac,mas omite Débora. É preciso que as mulheres e também os homens de hoje desconstruam essas idéias de exclusão ou diminuição do papel da mulher contidas na Bíblia, analisando o contexto do escrito e pondo as cartas na mesa.



2.3 Hulda (2 Rs 22,14-20)



No tempo da reforma de Josias, a infidelidade a Javé e a idolatria se tornam um perigo iminente, Josias pede seus homens de confiança para consultarem a Javé, no entanto eles se dirigem a Hulda, que prediz a desgraça de Jerusalém. Sua função é comparada a de muitos profetas que são consultados pelos reis em momentos difíceis e decisivos. Seu profetismo consiste em alertar a consciência de fé do povo, e tal consciência emerge, com o mesmo grau de agudeza, entre homens e mulheres.



2.4. Agar (Gn 16; 21,8-21)



Desculpe-nos os biblistas tradicionais se não nos reportamos a matriarca Sara e sim a Agar. Acreditamos que devemos isso a ela e a todas as mulheres negras, escravizadas e espoliadas de nossa história. Os dois textos apresentam a história de Agar e seu filho Ismael, que mesmo diferentes entre si, revelam a resistência de Agar a submeter-se a uma situação de injustiça, na qual ela reivindica os direitos de seu filho, o primogênito de Abraão.

A história de Agar entra em sintonia com a história de milhares de mulheres, mães solteiras ou abandonadas pelos maridos, tendo que arcar sozinhas com a criação dos filhos. E o incrível é que vendo a história por essa ótica, Abraão, nosso pai na fé, fica em maus lençóis, foi omisso, deixou que seu filho fosse embora, viver em condições difíceis no deserto com sua mãe, tendo na casa do pai todo o conforto.

Porém Javé, que é o Deus da vida, recompensa Agar a ela se manifestando e anunciando a promessa de grande descendência. E ainda que Sara nos pareça vitoriosa, Javé não abandona Agar que foi oprimida, mas cumpre sua promessa, acompanha e protege dos desvarios de sua “senhora”.



2.5. Ana ( 1Sm 1, 1-2, 11)



Ana é encarada como a profetisa que inspirou o Magnificat. Sendo estéril, é agraciada por Javé com um filho, que consagra a Deus por toda a vida. Ela, humilhada por Fenena, outra esposa de Elcana, seu marido, representa a grande massa oprimida que não tem voz e nem vez e até o pão lhe é dado com indiferença e desprezo. Mas ela não se deixa subjugar e confia no Deus que dá vida, liberta e faz justiça. Seu cântico deixa a perspectiva individual de uma mãe que se rejubila com a gestação, e passa ao louvor do Deus cheio de sabedoria e justiça.



2.6. Rute e Noemi (livro de Rute)



O livro de Rute não enfoca especificamente o carinho filial de uma nora por sua sogra, mas aborda a questão da terra, da fome e da família de Israel. Duas mulheres em condições peculiares: uma viúva (Noemi) e a outra também viúva e estrangeira (Rute, a moabita). Ambas vão lutar pela sobrevivência numa situação precária na qual fazem valer a lei a seu favor.

O profetismo de Rute e Noemi consiste na afirmação da vida e da posteridade da família e do povo, num contexto de total desesperança.

“Rute, cujo nome significa amiga ou saciada, é o símbolo da mulher por quem o povo renasce, porque sua fé foi agraciada e sua esperança tornou-se fecunda”.



2.7. Ester (livro de Ester)



A personagem de Ester surge ligada a um contexto de perigo iminente do extermínio do seu povo. O livro relata o episodio da historia dos judeus em que um alto funcionário da corte do Rei Assuero decreta o extermino dos judeus. Ester, esposa do rei, de origem judia, expõe sua vida na tentativa de impedir que o decreto fosse cumprido e consegue inverter o processo. Ela representa uma mulher aparentemente frágil, que assume a defesa do povo ameaçado, e para faze-lo convoca todos os seus ao jejum e a união de forças.



2.8. Judite (livro de Judite)



Trata-se de uma história fictícia que objetiva restabelecer a fé no Deus que “está conosco” e recuperar a confiança do povo, mantendo-o fiel ao projeto de Javé. Como Jael e Ester, Judite arrisca sua vida e usa seus encantos femininos para cativar e depois trair o general inimigo e assim salvar os filhos e filhas de Israel.

O bonito dessa narrativa é que não há negação da corporeidade feminina, claramente explicita no grau de erotismo e sensualidade presentes no texto. Mas o conteúdo mais profundo da atuação feminina,está no modo como Judite se dirige aos chefes da cidade para dizer-lhes que não se pode tentar a Deus, dando-lhes prazos de intervenção. De Javé só se pode esperar ação livre e gratuita.

Oração e ação caminham juntas no profetismo de Judite, que ora e jejua no tempo da provação e preparação, e canta e dança, enfeita-se e distribui ramos às companheiras para celebrar a vitória e a paz. Como Débora, Miriam e Rute, Judite também nos oferece um cântico de alegria contagiante que enriquece a escritura sagrada, esculpindo nela os contornos de nossa feminilidade.

No momento mais decisivo de sua atuação, sua oração faz lembrar aos homens e mulheres de nossa sofrida América latina que nosso Deus é nossa força, “é o Senhor quem protege o oprimido”:



“Teu poder não está no grande número, nem tua soberania entre os que tem força. És o Deus dos humildes, o socorro dos oprimidos, o amparo dos fracos, o protetor dos abandonados, o salvador dos desesperados” (Jt 9,11)



2.9. A mãe dos Macabeus



Embora se trate de uma obra edificante, os fatos relatados devem ter algum fundamento histórico e o episódio relativo à mãe dos macabeus não deve ter surgido do nada. O livro refere-se às lutas dos Judeus, liderados por Matatias e seus filhos, especialmente Judas Macabeu, contra os reis selêucidas, que quiseram impor os costumes gregos na Judéia. No contexto apocalíptico colorido de terror, como se vê pela descrição do martírio dos sete filhos, a figura que mais se sobressai é a da mulher. Seui profetismo marca esse momento de modo especial. Gallazzi afirma que aquela mãe se torna o símbolo “do povo pobre que resiste, recupera sua memória e elabora uma contra-ideologia, que sustenta a resistência e a luta do povo. A mulher ‘produz’ uma nova mística de vida, num momento que reina a morte”.

A profissão de fé daquela mãe corajosa assume uma conotação bem feminina, dirigindo-se a seus filhos na língua de seus pais, exortando-os e animando com ardor viril o seu raciocínio de mulher (2 Mc 7,21). Trata-se de uma confissão de fé explicita no ato criador de Deus que gera os homens através do seio da mulher e cujo poder é capaz de tirar da morte aqueles que foram assim gerados.

Como essa mulher que não tem nome, milhares de mulheres insurgem contra a ideologia vigente sendo protagonistas anônimas contra a violência do opressor que atinge mulheres e crianças indefesas nos conflitos de terra, na guerra urbana do dia-a-dia, nas favelas, becos e guetos de nossa espoliada América Latina.



3. Mulheres e Profetismo hoje: Para não concluir nossa conversa



Ler a Bíblia na ótica da mulher significa procurar o que cada texto diz às mulheres de hoje, de modo a impugnar qualquer interpretação distorcida pelo machismo. A interpretação da Bíblia sempre foi masculina, pois o masculino era tido como universal. Mas se a idéia de universal passa pela ótica de que todos somos iguais, embora diferentes, homens e mulheres devem se sentir incomodados cada vez que a leitura da Bíblia conduzir à desigualdades e discriminações de qualquer natureza.

As profetisas de hoje estão saindo do anonimato e rompendo a cadeia da exclusão. Não podem ficar de fora dessa reflexão, as milhares de mulheres que fazem história em nosso continente e no mundo afora, cada uma a seu modo, com sua cultura e expressão, vão rompendo “as algemas”e mostrando a cara e a voz. Não estamos falando da “revolta dos sutiãs”, mas de mulheres que não aceitam a ditadura da beleza imposta pela mídia e arrebentam as correntes da violência doméstica, do direito de escolha, libertas e provocadoras de mudanças. Estamos falando das” mulheres que assumem a defesa de seu povo com coragem e firmeza( Jz 5, 28-30) e não ficam passivas a esperar os homens voltarem da guerra com os despojos”.

Parece-nos costumeiro ouvir dizer que os profetas estão mudos, ninguém anuncia ou denuncia mais, talvez seja por que a voz dos homens que gritou durante séculos, inclusive abafando a voz das mulheres, esteja enfraquecida pelo egoísmo e falta de partilha na missão profética. Pare e pense: será que os profetas sumiram ou será que é a vez e a voz das profetisas que estão sobressaindo? As mães da praça de maio, as quebradeiras de coco babaçu, as rendeiras e doceiras reunidas em cooperativas, Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Maria da Penha, Doroty, as margaridas, Oneide, Rosa, Ana Maria, Agostinha do Cebi, Tereza Cavalcanti, Inês, Catarina de Sena, Joana d’Arc, Anita Garibaldi, Ana Nere, e as milhares espalhadas por este mundo, incluindo todas as alunas das escolas bíblicas espalhadas pelos cantos desse pais, continuam como Raab, Séfora e Fuah, dentro do contexto de sua feminilidade a gerar vida e vida em abundância para todos e todas.

sábado, 6 de outubro de 2007



RESPIRAÇÃO

Existe uma antiga história indiana que ilustra bem a importância da respiração. Conta-se que todos os sentidos estavam brigando entre si para determinar qual deles era o mais importante. Sem conseguir resolver o dilema, foram até Brahma - o criador na mitologia hindu - e lhe perguntaram: 'Dentre nós, qual é o mais importante?' Brahma então respondeu: 'O mais importante é aquele cujo afastamento faça o corpo piorar.

Assim, os sentidos decidiram que cada um se afastaria por um ano para que os outros pudessem avaliar o efeito de sua ausência. A Fala se afastou e ao voltar após um ano perguntou: 'Como vocês viveram sem mim?' Os outros sentidos responderam: 'Como os mudos: não falando com a língua mas vendo com os olhos, ouvindo com os ouvidos, respirando com a respiração, conhecendo com a mente, gerando com o sêmem. Assim vivemos.' E a língua retornou ao seu lugar.

Então afastou-se a visão, mas os outros viveram como os cegos. Depois, foi a vez da audição e todos viveram como os surdos. Quando o sêmem se afastou, os sentidos viveram como os impotentes. E foi a vez da mente afastar-se. Por um ano foi possível viver como os loucos, sem conhecer com a mente mas falando com a fala, vendo com os olhos, ouvindo com os ouvidos, gerando com o sêmem e respirando com a respiração.
Por fim, chegou a vez da respiração. Ao afastar-se rompeu os demais sentidos e o corpo virou uma grande confusão. Então, todos os outros sentidos lhe pediram: 'Não partas senhora pois não poderemos viver sem vós.'

E assim é. A respiração alimenta todos os nossos sentidos, nossas funções orgânicas, células, órgãos e etc. Ela é o que nos mantém vivos. Respirar foi a primeira coisa que fizemos ao entrar nesse mundo e a última que iremos fazer. Apesar de não nos darmos conta, a respiração está intimamente associada às nossas emoções e padrões de comportamento. Observe como ela muda, tornando-se curta e superficial, quando estamos ansiosos ou com medo. Quando pensamos em algo bom ela se expande e aprofunda. Os antigos mestres do Yoga sabiam disso e começaram a testar diferentes tipos de respirações e a analisar seus efeitos. Foi assim que desenvolveram os exercícios respiratórios do Yoga que chamamos de pránáyáma.

Prana significa alento ou energia vital e yáma significa domínio. Portanto, pránáyáma é o domínio da bioenergia.

Respiramos cerca de 20.000 vezes num dia. Em cada respiração, absorvemos por volta de 300 ml de ar. Mas nossos pulmões foram planejados para muito mais pois a capacidade pulmonar de um adulto é de cerca de 4 litros. Nossa respiração cotidiana movimenta apenas 10% do que nossos pulmões comportam. Assim, nosso corpo e nossa mente funcionam com uma quantidade de combustível bem menor do que necessitam e jamais poderemos expressar plenamente nossos potenciais e viver uma vida realmente saudável se não aumentarmos nossa absorção de oxigênio.

Praticando os exercícios que o Yoga nos oferece, ampliamos a respiração e reeducamos os músculos e órgãos envolvidos nesse processo para que esse padrão respiratório se mantenha mesmo depois de terminada a prática. Muitos desses exercícios devem ser aprendidos diretamente com um instrutor pois precisam ser corrigidos. Os que você aprenderá a seguir produzem bons efeitos, são bastante simples e podem ser feitos em casa.

RESPIRAÇÃO ABDOMINAL
Deite-se de costas com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão.
Esvazie completamente os pulmões e comece a inspirar levando o ar para o abdômen, projetando-o para cima.
O peito permanece vazio, sem se mover. Faça uma pequena pausa com os pulmões cheios.
Agora, esvazie os pulmões puxando o abdômen para dentro.
Quando você se sentir mais tranqüilo, expanda sua respiração deixando que o ar entre suavemente na região das costelas e peito.
Essa respiração vai oxigenar o cérebro, tranquilizar emoções e pensamentos e, quando praticada à noite, auxilia a dormir com mais facilidade e descansar mais durante o sono.

INSPIRAÇÃO ALTERNADA
Com o dedo médio da mão direita obstrua a narina direita.
Inspire lenta e profundamente pela narina esquerda.
Solte o ar pelas duas narinas.
Obstrua a narina esquerda e inspire pela direita.
Solte o ar por ambas as narinas.
Repita todo o processo várias vezes e termine após inspirar pela narina direita.
Este exercício ativa cada um dos hemisférios cerebrais, sincronizando- os. Use esta respiração quando sentir que seus pensamentos estão confusos ou quando a mente estiver muito agitada.



sexta-feira, 17 de agosto de 2007

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana

(escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.


"A amizade é um amor que nunca morre. "

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

VAMOS FAZER UM TESTE MUUITO INTERESSANTE??

Podem clicar (ou colar), é seguro!

http://bonsfluidos.abril.com.br/livre/xtra/29/index.shtml

Bj grande no coração......Sandra Hasmann

A CADA ANO, A FOME MATA MILHÕES DE CRIANÇAS NO MUNDO!!!
(fonte : Médicos sem Fronteiras - http://www.msf.org.br)
Uma situação de fome é aquela em que populações inteiras se encontram total ou parcialmente privadas de alimentos durante longos períodos.

Conflitos armados, secas, pragas de insetos, enchentes e deslocamentos de populações são algumas das causas das grandes fomes, que atingem dezenas de milhares de pessoas de uma vez. Freqüentemente estes fatores são simultâneos, ou se sucedem, provocando crises humanitárias de vastas proporções.

Um organismo enfraquecido pela falta de alimentos ou pela ingestão de alimentos inadequados sofre uma debilidade imunológica que impede a pronta reação às doenças. Por isso, as populações acometidas pela fome necessitam, além dos alimentos adequados, de cuidados médicos imediatos.

Pela sua fragilidade natural, as crianças são as primeiras vítimas das situações de fome. A desnutrição causada pela carência alimentar pode interferir no desenvolvimento físico e mental das crianças. A cada ano, no mundo, aproximadamente 6 milhões de crianças morrem por causas direta ou indiretamente ligadas à fome.

A DESNUTRIÇÃO

A desnutrição é uma desordem nutricional que resulta da falta de alimentos ou da quantidade de alimentos apropriados, por um período longo.

Nas situações de fome, a desnutrição pode afligir dezenas de milhares de pessoas. Isso acontece, por exemplo, com pessoas que fogem em meio a guerras, sem tempo ou capacidade de levar alimentos, ou quando pragas ou secas impossibilitam a colheita para populações essencialmente agrícolas.

Quando não há o que comer o corpo entra num ciclo vicioso: a falta de
alimentação gera falta de energia e fadiga. Ao perder as forças, a pessoa deixa de se mexer, de falar, e os mecanismos reguladores da fome deixam de funcionar: não se tem mais a sensação de fome ou sede, e o estômago se atrofia. Aos poucos se perde o contato com o mundo. A desnutrição severa pode provocar falência dos órgãos, anemia, infecção generalizada e outras patologias graves.

TIPOS DE DESNUTRIÇÃO

Os indivíduos desnutridos podem ser separados em dois grupos: os casos moderados, que necessitam de reposição alimentar durante algumas semanas ou meses, e os casos severos, cuja vida está em risco, que necessitam cuidados médicos intensivos, além de alimentos especialmente concebidos paras as situações de fome.

A Desnutrição Aguda Moderada aumenta a vulnerabilidade às doenças. É o estágio que precede a desnutrição severa, que deve necessariamente ser evitada.


A Desnutrição Aguda Severa manifesta-se pelo emagrecimento extremo, podendo levar à morte. As crianças menores de cinco anos são as primeiras a serem afetadas, assim como as mulheres grávidas ou que amamentam, e os idosos.


Os sintomas variam de acordo com o tipo de desnutrição severa:

Kwashiakor - Tipo de desnutrição causada pela carência de proteína. Privado de nutrientes o corpo consome seus próprios recursos e modifica suas funções, como o equilíbrio celular. A água das células migra de forma diferente, formando edemas que incham o corpo. Por isso algumas crianças desnutridas têm o estômago, o rosto, os braços, as mãos e os pés inchados. Além do inchaço, a pele ressecada se rompe com a pressão e surgem úlceras que infeccionam. Os cabelos se tornam brancos ou avermelhados.

Marasmo - Tipo de desnutrição causada pela falta de calorias. Sem receber os nutrientes necessários para manter as funções vitais como respiração e batimentos cardíacos, o corpo passa a buscar energia nas reservas de gordura e nos músculos. A criança com marasmo está extremamente emagrecida, tem os traços emaciados, os músculos atrofiados. A pele parece grande demais para o corpo. É como a pele
de um idoso.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007


A HISTÓRIA DAS PLANTAS AROMÁTICAS


Os egípcios foram os primeiros a utilizar os aromas das plantas, (no início para a confecção de perfumes), a partir do momento em que o homem aprendera a fazer fogo e observara que certos arbustos liberavam aromas agradáveis ao serem queimados. Os perfumes eram usados em cerimônias religiosas, e apenas pelos sacerdotes. Há registros que citam a utilização do incenso no templo de Mênfis (no Egito), nos altares de Confúcio (na China), e nos tabernáculos de Jerusalém.

Datam de 1552 os primeiros registros das ervas americanas, cuja origem índia e conhecimento das culturas indígenas tornam os escritos de Juan Badianus, um médico mexicano, muito procurados pelos estudiosos da área. Assim como Badianus, um médico espanhol, Monardes, também escreveu sobre as ervas do Novo Mundo.
Estendeu-se até à época da República o interesse por ervas, mas foram os “shakers”, grupo religioso cuja filosofia de vida se baseava na simplicidade, que expandiram e intensificaram a importância das ervas na América, cujo valor econômico durou mais de cem anos.
Thomas Jefferson, plantava pessoalmente suas ervas preferidas, entre elas: tomilho, lavanda e alecrim.

FONTE..: www.sensibilidadeesabor.com.br

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

GENTE LINDA

Por motivos alheios à minha vontade estive ausente do blog por algum tempo mas... ESTOU DE VOLTA!!!!
Aguardem muuuita coisa boa : informações, dicas, novidades... Aliás, a última foi a entrevista que dei na Rede Mundial de Televisão ( Da Legião da Boa Vontade)e que, graças ao bom Deus, foi um sucesso!!! Obrigada à equipe do programa VIVER É MELHOR pela oportunidade de estar levando ao público, por uma hora, um pouco mais de informação sobre esse universo fascinante da Naturologia, das Terapias Complementares, enfim - VALEU!!!
Beijo grande a todos!!

terça-feira, 29 de maio de 2007

SÓ O AMOR É REAL...






Para cada um de nós, existe alguma pessoa especial. Muitas vezes, existem duas, três, ou mesmo quatro. Todas vêm de gerações diferentes. Atravessam oceanos de tempos e profundidades celestiais para estarem conosco novamente. Vêm do outro lado do céu. Podem parecer diferentes, mas nosso coração as reconhece. Nosso coração as abrigou em braços em tempos antigos. Marchamos juntos nos exércitos de generais guerreiros que a História esqueceu, e vivemos com elas nas cavernas cobertas de areia dos Homens Antigos. Há entre eles e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós. A nossa mente pode interferir. "Eu não te conheço". Mas o coração sabe.

Ele toma a nossa mão pela "primeira" vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser. Ela olha em nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos. Há uma estranha sensação em nosso estômago. Nossa pele se arrepia. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância.

Ele pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrado, embora o conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial, o futuro. Mas ele não o vê. Temores, racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ele não permite que afastemos o véu. Choramos e sofremos, mas ele se vai. A "natureza" tem seus caprichos.
Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de explodir com força igual.
O reconhecimento do espírito pode ser imediato. Uma súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia alcançar. Em níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da família. Ou ainda mais profundos. Sabemos intuitivamente o que dizer, como ele vai reagir. Um sentimento de segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um dia, uma semana ou um mês.
O reconhecimento da alma pode ser sutil e lento. Um despertar da consciência à medida em que o véu vai aos poucos levantando. Nem todos estão prontos para ver imediatamente. Há um ritmo nisto tudo, e a paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.

Um olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do espírito. O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida.
O toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal. Ou pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos.

Do livro Só O Amor É Real, de Brian Weiss, autor do livro Muitas Vidas, Muitos Mestres

sexta-feira, 11 de maio de 2007

TRIBUTO AO 13 DE MAIO

"MEU BONDOSO PRETO VELHO!!!

Aqui estou de joelhos, agradecido, contrito, aguardando sua benção.

Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente
entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá
no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas: "ESPERANÇA".

Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade,
olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias
simplesmente:

"Sei que a maldade e a traição ferem o coração, mas, responder com ofensas,
não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu
também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei,
também fui injustiçado.

Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em
escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me
envolvia intensamente, porque algo me dizia que eu nunca mais veria minha
Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido
do leão; minha raça de gigantes de que tanto orgulho tivera, jazia
despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.

Um ódio intenso o meu peito atormentava, porque OIÀ não mandava uma grande
tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que
matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre
mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá,
onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito
não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá
ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria
a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.

Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao
mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá,
outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado. Onde é que estava
Ogum? Que aquela gente não vencia? Onde estavam as suas armas, as suas
lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente
uma coisa via: terra.

Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos
cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro;
era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os
mais velhos, aprendia que no nosso destino no fim não seria sempre assim,
quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.

Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande a
filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora
da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso
morrer, sei que vou morrer contente.

E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção; como a
fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia
as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi
o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então.
Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal ergui a menina uma serpente ferina, como se
fora o próprio vento que fere o espaço, errando por minha causa; o seu bote
foi tão fatal, tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali
parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.

Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam
matar... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um
gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o
que pensar. Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o
tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o
bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado,
pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus
não permitira que morresse essa criança.

Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até
que um dia chegou e Benedito acabou...

Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais
forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam
agora, por que nada foi em vão...
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração,
da paz, do amor, do perdão".

Escrito por Pai Ronaldo Linares em 20 de Outubro de 1964; entregue em mãos,
por ele, ao JUS (Jornal de Umbanda Sagrada) e publicado em Maio de 2005

Muita proteção e luz a todos!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2007




As preocupações com o coração aumentam a cada ano.

Para vocês que se importam em se cuidar, algumas sugestões oportunas:


1- Morte súbita não existe, leva anos para acontecer.
Faça avaliações periódicas.


2- Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos, como dormir, comer
e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir
na vida!


3- Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou.
Querer agradar a todos é um desgaste enorme.


4- Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.Repita essas pausas na vida diária e pense em voce, analisando
suas atitudes!


5- Com doenças de herança genética não se brinca!
Devem ser cuidadas o resto da vida!


6- Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para
o improviso, consciente de que nem tudo depende de voce! 7-Cuide das doenças crônicas!
São elas que vão abreviar sua vida!


8- Esqueça de uma vez por todas, que voce é imprescindível.
No trabalho, em casa, no grupo habitual.
Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem sua atuação,
a não ser voce mesmo!


9- Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez.
Por mais ágeis que sejam seus quadros mentais, voce vai ficar exausto!


10- Não exagere nos açúcares rápidos!
Traz a obesidade, a qual vem acompanhada de várias outras doenças!11-Abra mão de ser responsável pelo prazer de todos.
Não é voce a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias!


12- Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir
às pessoas certas!


13- Reduza bebidas, gorduras e carboidratos!
Exagere nas fibras, frutas e verduras!


14- Combata e trate a depressão!
Ela favorece o exagero alimentar, o sedentarismo e o tabagismo!


15- O "stress" pode ser positivo quando existe um objetivo para toda
esta agitação!


16- Família não é voce, está junto de voce, compõe o seu mundo,
mas não é sua própria identidade!


17- Entenda que princípios e convicções fechadas poder ser um grande peso, através do movimento e da busca!


18- Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade
e tensão.
Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação!


19- Esqueça esta história de 3ª idade, o importante é a saude física e mental!


20- Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que realmente vale como principal!


(Fonte: Dr.Carlos Alberto Pastore, Médico Cardiologista INCOR- HC FMUSP)

terça-feira, 24 de abril de 2007


Vegetarianismo por um mundo melhor

O que é vegetarianismo?


No vegetarianismo, entende-se que o consumo de alimentos de origem animal é uma prática desnecessária, que prejudica a saúde humana, o meio ambiente, os animais e a sociedade.


Ovo-lacto-vegetarianos: não consomem qualquer tipo de carne, mas consomem laticínios e ovos.


Lacto-vegetarianos: não consomem carne nem ovos, mas consomem derivados de leite.


Veganos: não consomem qualquer produto de origem animal (leite, ovos, mel) e também não utilizam produtos feitos com couro, lã, seda e cosméticos que contenham ingredientes animais ou que tenham sido testados em animais.


Por que uma pessoa se torna vegetariana?


Saúde: uma dieta vegetariana bem planejada traz muitos benefícios à saúde. Ela é rica em vitaminas, minerais e fibras e pobre em gordura saturada, sendo capaz de contribuir para a prevenção de várias doenças.


Ética: alguns vegetarianos deixam de comer carne por acreditarem que os animais têm direito à vida e que seu sacrifício para fins alimentares é uma crueldade desnecessária.


Meio ambiente: a produção de alimentos de origem animal causa grande impacto no meio ambiente, por necessitar de mais terras e recursos, além de ser responsável pela produção de uma enorme quantidade de resíduos (poluição).


Fome mundial: utilizando os mesmos recursos despendidos atualmente com a pecuária, a simples transição do consumo de produtos animais para o consumo de alimentos vegetais seria capaz de alimentar adequadamente toda a população mundial.


Saúde: Uma dieta vegetariana é:

RICA em fibras, vitaminas e minerais.

POBRE em gorduras saturadas, colesterol e contaminantes químicos (hormônios, antibióticos, pesticidas).

MODERADA em proteínas e calorias.saborosa, trazendo pratos da culinária mediterrânea, indiana, japonesa etc.variada, incluindo hortaliças, legumes, frutas, raízes, cereais (arroz, trigo, centeio, cevadinha), leguminosas (feijão, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico) e oleaginosas (castanhas, nozes, sementes).nutritiva, fornecendo todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo.

PREVENTIVA, reduzindo o risco de doenças circulatórias (infarto, derrame, pressão alta), obesidade, diabetes, artrite, pedras nos rins, asma e algumas formas de câncer, entre outras.


Há um grande número de trabalhos científicos que mostram as propriedades preventivas das dietas vegetarianas.Um estudo do Instituto do Coração (InCor / USP) de 2002 comparou, entre outros fatores de risco para doenças do coração, a pressão arterial e os níveis de colesterol de 136 pessoas, entre vegetarianos e comedores de carne. Os vegetarianos não apresentaram nenhum caso de pressão alta e apenas 22% das pessoas tinham colesterol elevado. No grupo que consumia carne, 22% das pessoas apresentaram pressão alta e 41% tinham o colesterol acima do limite máximo recomendado.


Há ainda muitas publicações e profissionais que podem orientar uma transição saudável para o vegetarianismo.


A informação e a orientação são muito importantespara planejar bem a dieta!


Muitos vegetarianos eliminam a carne de seus cardápios por não quererem participar da carnificina necessária para transformar um animal senciente em alimento. Os animais são capazes de sentir amor, dor, medo e solidão. Por isto a maneira como são criados e mortos é bastante cruel. Não há como matar um animal de forma “humanitária”, tão pouco é possível aceitar que a maneira como são criados atenda às suas necessidades mais básicas.


Milhões de porcos são mortos todos os anos. Os porcos são animais extremamente inteligentes. Na natureza, são animais capazes de brincar e aprender, como um cachorro. Já que o cachorro é o melhor amigo do homem e os porcos fazem a melhor feijoada, o destino deles é ter suas crias separadas da mãe logo após o nascimento, para então viverem uma vida miserável de confinamento e tortura até que possam ser finalmente mortos.


Bois e vacas são animais dóceis e sociais. Quando não são destinados à produção de vitela (mortos com poucos meses de vida), vivem uma vida de tortura: São castrados, queimados, têm seus chifres cortados, as vacas são ordenhadas três vezes ao dia e são separadas de sua cria no dia do nascimento. Na natureza, as vacas são animais que cuidam de seus filhotes com sua própria vida e os filhotes também precisam do afeto e segurança da mãe, como todo mamífero.


Bilhões de galinhas são mortas anualmente. Apesar de serem animais territoriais, que naturalmente brigam pelo espaço ao seu redor, as galinhas de granja são criadas em espaços superlotados, sendo submetidas à iluminação constante e ao uso de hormônios e antibióticos. As que vivem em jaulas não podem sequer abrir suas asas.


Antes de serem mortos para serem consumidos pelos humanos, os animais são transportados por horas e momentos antes de sua própria morte, podem ver seus companheiros serem abatidos bem à sua frente, muitas vezes conscientes e em pânico.


Meio ambiente - 1/3 da destruição das florestas tropicais se deve à criação de pastagens para o gado!Durante as décadas de 70 e 80, 20 milhões de hectares de floresta (3%do total), foram convertidos em pastagens para o gado. 30% da destruição da floresta amazônica é atribuída à pecuária. Isto resulta na perda do habitat de várias espécies. O solo é envenenado, a água é poluída e a emissão de gás metano do metabolismo animal acrescido da destruição da floresta contribuem para o aquecimento global.


Do total de 4,14 bilhões de Kg de carne de boi consumidos em 1996 nos EUA, 160 milhões de Kg foram importados do Brasil, o que contribui para a desertificação da Amazônia, mas não ajudou a alimentar a população brasileira. O benefício econômico obtido com a exportação é enganoso. Estima-se que cada hectare (10.000 m2) de floresta derrubada para a formação de pastos seja capaz de produzir US$ 160, enquanto que, com uma exploração sustentável (para a produção de látex e frutas, por exemplo), a mesma área possa produzir US$ 7.280!


Uma fazenda de porcos gera lixo equivalente a uma cidade de 12.000 habitantes. Estima-se que o gado americano por si só produz 127 toneladas de fezes por segundo, o que significa 13 vezes a produção humana. A amônia contida nas fezes polui as águas e afeta severamente a camada de ozônio. Os resíduos animais são 100 vezes mais poluentes do que os resíduos humanos.


A energia necessária para produzir um único hambúrguer poderia abastecer um veículo para rodar 30 Km ou aquecer água para 17 banhos quentes.


A água é escassa no planeta e é motivo de conflitos.


Fonte: Nutriveg – Consultoria em nutrição vegetariana - www.nutriveg.com.br

MEDITAÇÃO PARA O NOSSO LAR PLANETÁRIO
Autor: Isabel Cristina

Esse é um exercício direcionado para a conscientização de que a Terra é nossa casa e de que precisamos amá-la. Pode ser feita individualmente ou em grupo. É uma experiência profundamente gratificante, quando percebemos a mudança real nas pessoas e nas situações que nos rodeiam. Se cada um de nós, habitantes deste planeta, sintonizarmo-nos por 1 minuto que seja de nosso dia com a Terra, com certeza ela ficará melhor.

Instruções para a meditação :

Sente-se, relaxe e respire fundo. Entre em contato com sua respiração. Sinta o Pulsar Universal dentro do seu coração. Esfregue suas mãos uma na outra e sinta que toda a sua energia esta aí, em suas mãos. Sinta o formigamento, o calor (neste momento, os que são sensíveis à visão, percebem as faíscas saindo dos dedos e as auras se ampliando).

Comece a afastar e juntar as mãos. Sinta a energia fluindo como se fosse um elástico que se abre e fecha. Imagine que o Planeta Terra é uma bola que está em suas mãos e que você pode acariciá-la e abraçá-la. Você agora pode aconchegá-la.

Mentalize a luz cor rosa do seu Chakra Cardíaco, envolvendo a Terra e a luz dourada, envolvendo você e a Terra. Deixe agora suas emoções fluirem, deixe seu pensamento ir de encontro a lugares, pessoas, animais, plantas, dias de chuva, sol, neve, etc. Sentimentos que o tocaram no dia-a-dia. Deixe fluir tudo isso, como um filme que se passa, contando histórias sobre a Terra e você. Esse é o seu Elo de ligação com este planeta. É aqui sua morada. Mesmo que por um pequeno momento da eternidade. É este o momento da compaixão, de Amor total pela Terra e por tudo que acontece dentro e fora dela.

Permita-se ficar alguns instantes nesses devaneios. É neste momento que você vai ao encontro do sentimento mais puro dentro de você em relação à Terra. Quando sentir que os "devaneios" estão chegando ao fim, comece a fazer contato com a Terra que está em suas mãos de novo. Tome consciência dela. Levante-a e liberte-a. Mande-a para o Infinito, toda envolvida pela luz rosa e dourada, do Amor e Sabedoria Divinos. Comece então a fazer contato com sua respiração. Sinta o pulsar do seu coração.

Devagar, comece a se mexer e retomar o corpo e o momento de início. Abra os olhos aos poucos e tome consciência do seu Eu. Respire fundo e sorria. Sinta seus pés no chão e agradeça à Terra por tudo isso!

Fonte : http://www.anjodeluz.com.br/encontros.htm

segunda-feira, 16 de abril de 2007


Atritos

(Roberto Crema)


Ninguém muda ninguém.
Ninguém muda sozinho.
Nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio
e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas,
cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio,
sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles a vida seria monótona, árdua.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar a existência com uma forma tosca,
pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras
me criaram novas arestas que precisaram ser desbastadas.
Faz parte...
Revezes momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras,
cheias de excessos.
Os seres de grande valor percebem que, ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência
e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois Deus fez, a cada um de nós, com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor.
Deus deu, a cada um de nós, essa capacidade: a de amar.
Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida
acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ignorar e ser ignorado,
faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios...
e os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem
se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final é: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

domingo, 8 de abril de 2007

VAMOS AJUDAR A SALVAR ESSE PORTAL!!!

"O acervo disponível para consulta neste endereço eletrônico (http://www.dominiopublico.gov.br) é composto, em sua grande maioria, por obras que se encontram em domínio público ou obras que contam com a devida licença por parte dos titulares dos direitos autorais pendentes.

A recente alteração trazida na legislação que trata de direitos autorais do Brasil (Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998; que revogou a Lei nº 5.988, de 14 de dezembro de 1973), que alterou os prazos de vigência dos direitos autorais, bem como as diferentes legislações que regem os direitos autorais de outros países, trazem algumas dificuldades na verificação do prazo preciso para que uma determinada obra seja considerada em domínio público.

O portal Domínio Público tem envidado esforços para que nenhum direito autoral seja violado. Contudo, caso seja encontrado algum arquivo que, por qualquer motivo, esteja violando direitos autorais de tradução, versão, exibição, reprodução ou quaisquer outros, clique aqui e informe a equipe do portal Domínio Público para que a situação seja imediatamente regularizada".


"Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro." - (Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam, Presidente da Índia - 09/set/2003)


O "Portal Domínio Público", lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.


Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.


Desta forma, também pretende contribuir para o desenvolvimento da educação e da cultura, assim como, possa aprimorar a construção da consciência social, da cidadania e da democracia no Brasil.


Adicionalmente, o "Portal Domínio Público", ao disponibilizar informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, busca incentivar o aprendizado, a inovação e a cooperação entre os geradores de conteúdo e seus usuários, ao mesmo tempo em que também pretende induzir uma ampla discussão sobre as legislações relacionadas aos direitos autorais - de modo que a "preservação de certos direitos incentive outros usos" -, e haja uma adequação aos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimentos.


(TARSO GENRO, Ex - Ministro de Estado da Educação )

segunda-feira, 19 de março de 2007


ANOREXIA NERVOSA - A TENTATIVA DE NEGAR A FOME
(Illustration copyright 2003 Nucleus Communications, Inc. All rights reserved. http://www.nucleusinc.com
People with anorexia often have a distorted body image.)


O que é? Como se manifesta?

A Anorexia Nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por se limitar à ingestão de alimentos, devido à obsessão da magreza e um medo mórbido de ganhar peso. Não há uma perda do apetite e sim uma recusa em ganhar peso e se alimentar. A Anorexia interage diretamente com uma área de grande preocupação humana, que é o relacionamento entre nós e nosso corpo e entre nós e o que comemos. As pessoas, na grande maioria mulheres, com esse transtorno têm muito medo de ficarem gordas e este medo geralmente não se torna mais brando pela perda de peso. Na realidade, a preocupação com o ganho ponderal pode aumentar à medida que o peso real diminui.


Os indivíduos que estão anoréxicos apresentam uma imagem corporal distorcida. Muitas vezes acham que têm excesso de peso, embora estejam muito magros, ou, outras vezes, percebem-se magros, mas com certas partes de seu corpo, principalmente o abdômen, coxas e nádegas, “muito gordas”. Raramente um paciente que procura tratamento psicológico se queixa da perda de peso em si. Os pacientes com Anorexia Nervosa utilizam-se de várias técnicas para estimar seu peso. Assim pesam-se várias vezes ao dia, medem o corpo obsessivamente e o espelho passa a ser o “amigo-inimigo”. Para a anoréxica, a perda de peso é recebida como uma conquista fantástica e como um sinal de extrema disciplina. Já o aumento de peso vai significar fracasso e perda do autocontrole.


Existem dois tipos de Anorexia Nervosa:


1- Tipo restritivo: o paciente consegue a perda de peso por meio de jejuns, dietas e exercícios excessivos.


2- Tipo Compulsão: pacientes que comem compulsivamente e fazem induções do vômito ou uso de laxantes, diuréticos e enemas.


A idade média para o aparecimento da Anorexia Nervosa é de 17 anos, com algumas variações entre 13 e 18 anos. O aparecimento da doença pode estar associado a algum acontecimento importante na vida do adolescente. A Anorexia Nervosa costuma começar com um emagrecimento acidental, devido a uma doença ou tristeza. Só se torna anorexia se o individuo passa a ficar viciado em perder peso e começar a usar isto para resolver outros problemas. A evolução da doença tem um curso variável. Alguns pacientes apresentam recuperação após episódio isolado, outros vivenciam um curso crônico por alguns anos.


A amenorréia em geral é conseqüência da perda de peso, como também a menarca, muitas vezes, é retardada em conseqüência da doença. Isso ocorre devido aos baixos níveis de estrógenos, que por sua vez, deve-se a uma redução da secreção de FSH (hormônio-folículo-estimulante) e LH (hormônio luteizante). Esses são os aspectos biológicos, que incluem alterações hormonais na fase da puberdade, bem como a dopamina, a serotonina, a noradrenalina e dos peptídeos opióides, ligados à regulação do comportamento alimentar, incluindo aspectos genéticos. O eletroencefalograma pode estar alterado em pessoas com Anorexia Nervosa, mostrando muitas vezes bradicardia sinusal ou outras formas de arritmia. O exame clínico desses pacientes, muitas vezes, apresenta queixas de intestino preso (constipação), dor abdominal, intolerância ao frio, pele seca...


HIPÓTESES


Para compreendermos o movimento psicológico da anoréxica, se faz necessário compreender o profundo e complexo relacionamento das mulheres com o alimento. Desde os primórdios nos foi ensinado que o alimento é necessário para a vida, a saúde e a felicidade do lar. A comida é o meio pelo qual, nós mulheres, mostramos amor e cuidado com nossos filhos, maridos, amantes, amigos... Somos constantemente bombardeados com todos os tipos de programas e propagandas sobre os mais diversos tipos de alimentos, desde os naturais até os diet, sempre visando o bem estar familiar. Gastamos um tempo enorme entre planejar, comprar, fazer refeições, adequando-as a aspectos nutricionais como também observando os limites dentro do orçamento familiar. Tornamo-nos provedoras de alimentos, sempre com o intuito de agradar e demonstrar cuidado com os outros.


Cuidar da preparação do alimento está associado a um ato de amor. Logo, recusá-lo, pode estar associado há uma forte rejeição. As crianças aprendem isso logo cedo e de uma maneira muito rápida. Quando meninas aprendemos a comer para tranqüilizar nossas mães, nunca para nosso prazer e satisfação. Nossa auto estima e auto imagem se forma mais pela aprovação dos outros do que pela avaliação que fazemos de nós mesmas. A família aqui aparece representada pela figura do pai que é a autoridade e a mãe é quem cuida e alimenta. Logo, estaremos falando da função nutridora da família representada pela mãe.


Donald Winnicott fala dos relacionamentos nos primeiros estágios de vida entre mãe e bebê, no qual o bebê se percebe como uma extensão de sua mãe. É esperado que mãe e bebê comecem a sair desse estado de fusão, no qual a mãe compreende intuitivamente as necessidades do bebê. O choro, os protestos, os gestos criativos, todos os pequenos sinais que o bebê faz para chamar a atenção de sua mãe, se perdem, se ela os satisfaz, alimentando-os antes. Perdem-se, pois ele precisa aprender a chamar atenção e dizer que está com fome. Essa experiência é fundamental para o desenvolvimento psíquico do bebê, no sentido de aquisição do poder, capacidade de agir e interagir no mundo, desenvolvendo a sua autonomia e compreensão. Para a criança só restam então duas alternativas: ficar num estado permanente de regressão e fusão com a mãe, ou encenar uma total rejeição, mesmo daquela suposta boa mãe.


Nesse processo a criança relaciona sua alimentação com o contato de sua mãe. O alimento é algo que a mãe decide por ela e não está ligada a sua necessidade de satisfação por comida. Todos os pais reconhecem o quanto é difícil viver com crianças que não se alimentam direito. As horas das refeições passam a ser momentos tensos, onde pais tentam convencer filhos a comer. Técnicas são desenvolvidas para que os filhos comam. As mães ficam desesperadas e se sentem rejeitadas quando os filhos não comem. A criança nesse processo aprende a controlar os pais. Ela se diverte com os recursos e batalhas inventadas na hora das refeições. O que pensar de uma adolescente que se recusa a comer?


Poderíamos hipotetizar que a mulher que está anoréxica desistiu de fingir que é independente. Todos os seus sentimentos infantis voltaram a aflorar. Na relação mãe e filha ela irá apresentar os sentimentos ambivalentes. Enquanto a alma grita por cuidados, ela se recusa a alimentar o corpo, ao mesmo tempo em que seu desejo de ser autônoma, dona de sua vida, causa-lhe um conflito enorme.


A dificuldade da anoréxica em identificar sensações físicas, e, principalmente a fome, está diretamente ligada a um fracasso nesse processo anterior de aprendizagem. Elas não aprendem a gerenciar a própria vida, não sendo capaz de dirigi-la sozinha. Quando precisam demonstrar autonomia, sentem-se incapazes de enfrentar a realidade. Observamos no trabalho com anoréxicas, que a figura da mãe é central para elas. É a pessoa mais importante de suas vidas. Tendem a idealizar este relacionamento, embora apareçam sentimentos de carência em relação à mãe quando esta precisa dar atenção a outros membros da família.


Um grande número de jovens que se tornou anoréxicas se encaixa, na descrição acima. Foram jovens dóceis, vivendo bem no ambiente familiar, sem raiva ou hostilidade. Geralmente vêm de famílias que possuem conforto material, mas são excessivamente controladoras e isso pode estar relacionado com o processo de alimentação.


As jovens anoréxicas sentem prazer e necessidade de ver os outros comendo mais do que elas. Preparam muitas vezes pratos deliciosos para os amigos comerem, mas não conseguem perceber que comem muito pouco e esse pouco também é exagerado. Desenvolvem comportamentos bizarros em relação aos alimentos. Muitas vezes para não comê-los e os outros não perceberem, passam a escondê-los dentro dos armários, enchem o prato de comida e a seguir jogam fora, sem que os outros vejam. A anoréxica perde o contato com a realidade em relação a peso e aparência. E não fala de sua magreza. Nega que tenha fome e resiste aos alimentos que gostaria de comer No tratamento, faz com que as pessoas que cuidam dela se sintam gordas e desleixadas.


A Anorexia Nervosa é um sintoma que surge em mulheres que não possuem autoconfiança e que têm dificuldade de estar no mundo. Não conseguem pedir ajuda e adotam estilos de vida muito austeros e autopunitivos. Muitas não se sentem atraídas por diversões e tendem a levar a vida de uma maneira séria demais. Às vezes se tornam retraídas, menos sinceras e talvez prefiram ficar sozinhas. Percebem o relacionamento social como estressante.


TRATAMENTO: PESO IDEAL?


Compreender a alma da paciente anoréxica, talvez seja um dos trabalhos mais difíceis para um psicólogo. O processo terapêutico é sempre percebido como uma tentativa de coerção. Normalmente a paciente é levada pela família e não reconhece que precisa de tratamento. Desconfiam dos médicos e psicólogos vendo-os como inimigos que querem realimentá-los, fazendo-as perder a vontade de controlar seu peso.


O psicólogo deverá deixar bem claro á paciente e aos seus familiares que o objetivo do tratamento não é fazê-la engordar. O corpo da anoréxica é responsabilidade dela, mas, ao mesmo tempo, lembrá-la de que isto vai ocorrer quando for necessário. Na família considera-se o corpo da anoréxica responsabilidade de sua mãe. Uma das reivindicações básicas da anoréxica é que ela e mais ninguém pode controlar seu corpo. Como criança, ela bate o pé e internamente e externamente constrói suas barreiras. Ela não deverá comer para satisfazer as necessidades dos outros que não agüentam vê-la magra, mas sim, porque o seu corpo é parte da mulher que está ali e merece ser acalentado.


O conflito entre cura e estar doente deve ficar claro entre paciente e terapeuta. O papel do terapeuta não é fazê-la acreditar que sabemos exatamente como ela se sente, mas sim ajudá-la a entrar no processo de identificação dos seus próprios sentimentos que a levaram a se tornar anoréxica.


É importante que a paciente seja capaz de dividir as suas próprias percepções de vida. Contar em detalhes como é o seu mundo e só poderemos ter certeza de como ele é se ela o assim fizer. Mulheres anoréxicas são extremamente sensíveis às reações dos outros. Todos os seus sentimentos podem ter sucumbido na preocupação com a comida e a maneira de conseguir evitá-la. É um processo detalhado que inclui delicadeza e paciência. Recaídas são freqüentes. Terapeuta e paciente trabalham juntos com o material que o cliente apresenta, visando interpretá-lo para a cliente poder transformá-lo.


A anorexia também representa uma tentativa de auto suficiência. A necessidade de ser magérrima, conseguir um corpo perfeito onde mulheres falham, indica uma busca de perfeição mais profunda e ampla, que é movida pela insegurança. Vive com medo que descubram sua incompetência.


O ganho de peso ou a desistência do sintoma não quer dizer cura. A anoréxica tem vivido num mundo de fome e renúncia. Num primeiro momento, a sua alimentação passa a ser um caos. O paciente entra em pânico e acha que todos os seus temores em relação à perda de controle se realizam. Com a ajuda psicológica isso se equilibra e o paciente passa a aprender como comer. Desiste de estar só e perfeita.


Finalmente não insista para que ela coma. Isto não adianta. Evite comentários do tipo... -"Olha, como você era bonitinha “....Não pergunte por que ela está fazendo aquilo...Ela também não compreende o que está acontecendo.


O importante é que se compreenda que a anorexia não é uma doença e sim uma reação à condição feminina. Sempre há uma resposta, por mais dolorosa que ela seja. Poderemos ficar mais vulneráveis do que antes, mas não precisaremos mais nos esconder na magreza, na tristeza e na infelicidade. Caminharemos dentro de um processo onde se possa ter mais autonomia e liberdade.


Heloisa Garbuglio- CRP 51448 (heloisagarbuglio@hotmail.com )

segunda-feira, 12 de março de 2007


COMUNICADO


Comunico aos amigos e clientes que volto a atender em São Paulo, no Medical Center Paulista ( anexo ao Hospital Alvorada, em Moema ) todas as segundas-feiras das 9 às 19hs.


“ A cura é o reajustamento do indivíduo à Divina ordem da Natureza, o retorno ao abrigo de suas sábias leis..” (Paracelso)

· ANSIEDADE
· STRESS
· PROBLEMAS CRÔNICOS DE ORIGEM EMOCIONAL
· HIPERATIVIDADE INFANTIL
· TRANSTORNO DO PÂNICO
· OBESIDADE (individual e grupo)
· DEPRESSÃO
· TRANSTORNOS DA TPM e MENOPAUSA
· TOC (TRANSTORNO OBSESSIVO/COMPULSIVO)
· ACOMPANHAMENTO PRÉ/PÓS-CIRÚRGICO
· TVP (Terapia de Vidas Passadas)
· AUTOGESTÃO, MOTIVAÇÃO, COACH.
· CURSOS, PALESTRAS, WORKSHOPS

Tratamentos também com Fitoterápicos, Essências Florais, Cromoterapia, ACUPUNTURA (inclusive estética), Auriculoacupuntura, Terapia Ayurveda (Indiana), Reflexologia, Zonoterapia, Aromaterapia, Arteterapia.


Medical Center Paulista - R. Ministro Gabriel de Rezende Passos, 500, S/ 1314 Moema – São Paulo/SP
Tel.: 11 5052 9205 ( às segundas-feiras) / 11 8187 6885 (C/ Marlene)

Clínica Santo Expedito – R. Vicente Scherma, 54 – centro – Jacareí/SP
Tel.: 12 3951 2053 / 12 9152 2900 / 3952 7099


AS COLSULTAS PARA SÃO PAULO TAMBÉM PODERÃO SER AGENDADAS ATRAVÉS DOS TELEFONES DE JACAREÍ.

sexta-feira, 9 de março de 2007


Alimentos estimulantes do desejo



Um punhado de nozes como aperitivo, participação de ostras no prato principal e uma torta de chocolate na hora da sobremesa. Por trás do cardápio apetitoso, estão escondidas muita energia e disposição para a noite toda.


Considerados estimulantes do desejo sexual, os alimentos afrodisíacos (palavra de origem grega que remete à deusa do amor Afrodite) dão uma acelerada geral na circulação, aumentando a intensidade das sensações. "A ativação da libido se dá por causa do estímulo que esses alimentos promovem na corrente sanguínea", explica a nutricionista da consultoria RGNutri, Andréa Andrade.


Além disso, outros fatores como o aspecto, o aroma e a sensação que esses ingredientes causam na boca são os responsáveis por animar os apaixonados. "O odor da baunilha, do curry, do gengibre e das frutas com perfume doce podem influenciar no desejo, despertando sensações que interferem na liberação de alguns hormônios sexuais", diz Andréa.


Sabores fartos


Para não faltar disposição na hora H, a especialista da RGNutri montou uma lista, recheada de opções que vão fazer você transpirar de tesão. Veja abaixo como cada um deles age no organismo.


Açafrão: especiaria vermelho-alaranjada que aumenta os batimentos cardíacos e o suor, sinais de excitação sexual.


Aspargo: é considerado afrodisíaco pelo formato e por conter vitamina B3, que promove dilatação dos vasos sanguíneos, inclusive os vasos dos órgãos genitais.


Canela: além do aroma instigante, o sabor quente atiça não só o paladar.


Chocolate: contém três tipos de estimulantes: alcalóide, teobromina e cafeína, proporcionando bem-estar, força e vitalidade. Era a bebida sagrada dos astecas e estava relacionado à deusa da fertilidade.



Cravos-da-Índia: são, antes de tudo, um excelente digestivo. Seu aroma tem o poder de despertar o desejo.


Nozes: usadas pelos Romanos em rituais de fertilidade e como potencializadoras do desejo para o romance.


Ostras: um dos alimentos mais famosos por seu poder afrodisíaco, deve grande parte da reputação ao ritual de abertura (que remete à vagina) e da sensação ao ser degustado. As ostras são ricas em zinco e ferro, minerais conhecidos pela estimulação do metabolismo e pelo transporte de oxigênio no sangue, respectivamente.


Faça o teste


As virtudes dos afrodisíacos, no entanto, não são cientificamente comprovadas - ainda! Mas, segundo a nutricionista, alguns estudos justificam os efeitos pela expectativa criada no momento da ingestão.


Se você continua na dúvida, a especialista te convida para tirar a prova de uma vez por todas. A seguir, confira duas receitas afrodisíacas deliciosas, preparadas por Andréa especialmente para o Minha Vida. Depois do teste, não deixe de contar para a gente se a teoria realmente funciona.


Salada de Aspargos e cogumelos (para 2 pessoas)


Ingredientes - 100 gramas de cogumelos fatiados - 250 gramas de aspargos frescos - 2 colheres de sopa de manteiga - 3 colheres de sopa de iogurte - Folhas de alface para decoração


Modo de preparo - Aqueça a manteiga numa panela pequena e junte os cogumelos. Refogue-os por 5 minutos. Cozinhe os aspargos, deixe-os escorrer e corte-os em pequenos pedaços. Junte os aspargos aos cogumelos. Enfeite os pratos com folhas de alface e coloque a mistura de aspargos e cogumelos por cima. Prepare um molho com iogurte e sal e derrame sobre a salada. Sirva gelada.
Calorias por porção: 107,64 kcal


Pêras em Calda


Ingredientes - 8 pêras - 4 xícaras de água - 2 xícaras de açúcar - 4 pauzinhos de canela- 1 laranja para cortar em rodelas


Modo de preparo - Em uma panela coloque o açúcar, a água e a canela. Leve ao fogo, misture e deixe levantar fervura. Cozinhe por 5 minutos. Acrescente as pêras descascadas, porém inteiras. Junte as rodelas de laranja e cozinhe lentamente, até que as pêras estejam macias, sem deixar que se desmanchem. Deixe esfriar e coloque numa compoteira.
Calorias por porção: 260,87 kcal






Por Que Nos Decepcionamos Com o Amado


( por Flávio Gikovate )

Por que nos encantamos sentimentalmente com uma pessoa? Ainda não podemos responder integralmente a esta pergunta fundamental. Fomos capazes de avançar muito a esse respeito nos últimos anos, de modo que algumas conclusões parciais podem ser muito úteis para que cometamos menos erros.

Nós nos envolvemos com outra pessoa porque nos sentimos incompletos em nós mesmos. Se nos sentíssemos inteiros e não “metades”, certamente não amaríamos. Sim, porque o amor corresponde ao sentimento que desenvolvemos em relação àquele que nos provoca a sensação do aconchego e completude que não conseguimos sentir quando estamos sozinhos. A escolha do parceiro, daquele que irá nos fazer sentir menos desamparado, é repleta de variáveis intrigantes que vão desde o desejo de também nos sentirmos protegidos até aquelas em que precisamos nos sentir úteis e até mesmo explorados.

Neste momento, estou querendo me ater um pouco ao processo do enamoramento, no encantamento inicial que faz com que uma pessoa “neutra” se transforme em indispensável, sem a qual não podemos imaginar seguir vivendo. O processo, que não raramente se dá em poucos instantes, depende de elementos nem sempre detectáveis. É claro que a aparência física das pessoas envolvidas desempenha um papel muito importante no fenônemo do enamoramento. Esse aspecto inicial do encontro amoroso não deve ser confundido com o amor propriamente dito. O amor é paz e aconchego ao lado de uma pessoa, ao passo que o enamoramento corresponde ao processo pelo qual esta pessoa é escolhida – e que, como regra, corresponde a um período nada sereno; o amor é uma emoção ansiada mas que nos chega acompanhado de muitos medos.

No que diz respeito à aparência física, é claro que o elemento erótico se destaca, especialmente nos homens que têm um desejo visual marcante. Acontece que, por caminhos diversos, muitos são aqueles que guardaram em suas memórias registros de figuras que muito os impressionaram e que se transformaram em modelos ideais com os quais cada nova pessoa conhecida é confrontada. Por vezes é algo geral, incluindo a forma do corpo; outras vezes é a cor dos olhos, dos cabelos, o tipo de seio, os quadris. Algo que pode lembrar desde suas mães até alguma estrela de cinema que muito lhes tenha impressionado. A verdade é que, por outras vias, as moças também guardam dentro de si indicadores do que elas acham que seja o homem ideal para elas: podem ser esbeltos ou musculosos, intelectualizados ou executivos, voltados para as artes ou poderosos, e assim por diante. Todos esses ingredientes incluem elementos eróticos, mas todos eles se transformam, em nossa imaginação, em símbolos dos nossos parceiros ideais. De repente, julgamos ter encontrado um número importante de tais símbolos naquela pessoa que nos passou pela vida. E nos enamoramos.

Assim sendo, o fenômeno do enamoramento se fundamenta em aspectos relacionados com a aparência do outro. É claro que ela costuma ter relação com o que a pessoa é por dentro. Mas a correlação não é absoluta e nem assim completa. Conversamos com a pessoa que nos atraiu e, em virtude da atração inicial que sentimos e do nosso desejo enorme de amar, tendemos a ver no seu interior as afinidades e peculiaridades que sempre quisemos que existissem naquele que nos arrebataria o coração. Por exemplo: um rapaz mais franzino, mais intelectualizado e voltado para as artes é visto, mais ou menos rapidamente, como emotivo, romântico, delicado e respeitoso, pouco agressivo, que respeita os direitos da mulher e não é exageradamente ciumento. Uma moça se encanta com ele e espera que ele seja portador de todas essas peculiaridades. Essa expectativa se transforma, mais ou menos rapidamente, em certeza de que elas existem. A moça projeta seus sonhos de perfeição naquele rapaz que tanto a encantou e passa a ter certeza de que as propriedades desejadas estão lá. O fenômeno é o da idealização, pelo qual acreditamos que o outro contenha todas as peculiaridades que dele esperamos.

Sonhamos com o príncipe encantado – ou com uma princesa ideal – e, ao nos enamorarmos, projetamos todos os nossos desejos sobre aquela pessoa. Passamos a conviver com ela e a esperar dela as reações próprias do ser que idealizamos. O que acontece? É a pessoa real a que irá agir, reagir e se comportar de acordo com suas efetivas peculiaridades. Não poderemos deixar de nos decepcionar, não obrigatoriamente por causa das peculiaridades efetivas do amado, mas porque despejamos sobre ele todos os nossos sonhos e exigências de perfeição. O erro nem sempre está na pessoa e sim no fato de termos sonhado com ela mais do que prestado atenção nela, no que ela efetivamente é. Eis aí um bom exemplo dos perigos derivados da sofisticação da nossa mente, capaz de imaginar de uma forma livre e tão grandiosa que a realidade jamais irá alcançar.