sexta-feira, 18 de junho de 2010

Famílias devem se preparar para cuidar de idosos

Por Lola Felix São Paulo

Famílias devem se preparar para cuidar de idosos. Poucos pensam no assunto, mas pode acontecer: um dia, a relação de dependência com os pais corre o risco de sofrer uma inversão de papéis. E os idosos, que um dia o alimentaram, precisarão de sua ajuda para fazer as refeições.

Também terão de contar com a ajuda do filho para preparar o almoço, fazer as compras e, com o avançar do declínio físico e cognitivo, tomar banho, se trocar ou se pentear. Alguns filhos assumem o papel de cuidadores de idosos, função que também pode ser exercida por gente de fora da família, e para a qual há treinamento. A escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, oferece cursos periodicamente. Segundo estimativas, o Brasil tem cerca de 1 milhão de cuidadores.

No estudo "Idosos no Brasil - Vivências, Desafios e Expectativas na 3ª idade", do Sesc em parceria com a Fundação Perseu Abramo, constatou-se que, entre os homens acima dos 70 anos de idade, são as esposas as principais cuidadoras - 59% dos entrevistados disseram contar com a ajuda das mulheres. Já elas recebem mais auxílio dos filhos (30%) e, em segundo lugar (20%), de cuidadores que não moram na casa. Não bastam habilidades com o transporte e alimentação dos idosos. De um dia para outro, essas pessoas têm de aprender a lidar com emoções díspares como amor e ódio, paciência e desequilíbrio. "A pessoa que toma conta do idoso deve aceitar que pode ter sentimentos ruins, como raiva e impaciência", diz a jornalista Marleth Silva, autora do livro "Quem Vai Cuidar dos Nossos Pais" (Ed. Record).

A enfermeira Lucélia Aparecida Moraes, de 30 anos, diz que a primeira virtude que um cuidador de idoso deve ter é a paciência. "Com jeitinho, você convence o velhinho teimoso a fazer o que é bom para ele. É preciso explicar o porquê de cada coisa", aconselha a enfermeira, que há 18 meses cuida de Leonor Gregório, 70 anos, portadora de Alzheimer. No começo, o marido de Leonor, Nelson Gregório, executava o papel, mas, com o avanço da doença, sentiu que era preciso contar com a ajuda de alguém mais preparado. Hoje, Gregório e Lucélia concordam que o trabalho conjunto da família com a cuidadora melhorou muito o estado de saúde de Leonor. "Se não tiver carinho, não tem paciência e, se não tiver paciência, o idoso não colabora mesmo", explica Lucélia, que trabalha doze horas por dia.

"Cuidadores também precisam se cuidar, manter uma vida ativa", lembra Marleth. Não é fácil, mas é preciso, às vezes, se afastar do idoso e saber que o mundo não vai acabar.

Tratamento arquitetônico

Nem só de remédios se faz o tratamento do Alzheimer e de outras doenças degenerativas. O arquiteto norte-americano John Zeisel, um dos maiores pesquisadores e referência mundial em arquitetura voltada aos portadores de Alzheimer, acredita que o meio ambiente tem influência decisiva no desenrolar da doença.

Fundador da Hearthstone Alzheimer Care, um centro para cuidados de Alzheimer, nos EUA, Zeisel desenvolveu uma cartilha de arquitetura comportamental, que visa melhorar a vida dos pacientes por meio de alterações no projeto arquitetônico. "O ambiente, assim como a química, afeta o cérebro", diz Zeisel.

O primeiro aspecto a se pensar, segundo a arquiteta Luana Radesco, do Hiléa, centro para cuidados de Alzheimer, em São Paulo, é a iluminação da casa. "Idosos são sensíveis à luz, por isso, é bom ter controle sobre ela." Luz natural é importante, mas deve ser passível de controle, através de cortinas.

Evitar pisos brilhantes é outra regra importante, pois os pacientes poderão pensar que se trata de um chão escorregadio. As portas, bem iluminadas, devem ter as fechaduras destacadas. Se o ambiente tem jardim, valorize-o, para que o idoso possa visualizá-lo e se sentir atraído a visitar aquele cantinho. "Em alguns casos, as mudanças podem fazer com que o uso de calmantes seja diminuído", diz Zeisel.


Cuidadores são pessoas generosas
 
A jornalista Marleth Silva, autora do livro "Quem Vai Cuidar dos Nossos Pais", explica que, normalmente, a própria família assume a responsabilidade de cuidar do idoso, mas reconhece, no entanto, que quando o quadro de saúde piora, é preciso contar com ajuda profissional. A seguir, trechos da entrevista.

 AGÊNCIA ESTADO - O que é melhor: o filho cuidar do velhinho ou contratar alguém para desempenhar a tarefa?
 MARLETH SILVA - No começo, o parente pode cuidar do idoso, mas uma hora terá de voltar ao trabalho e, aí, irá precisar da ajuda de um cuidador. Ele pode ser outra pessoa da família com tempo disponível ou até uma empregada doméstica.

AE - Quais as diferenças entre cuidador e enfermeiro?
 MARLETH - O enfermeiro, além de possuir mais conhecimento técnico, cobra mais caro pelo serviço. Enquanto um cuidador contratado recebe cerca de R$ 800 por mês, o enfermeiro não trabalha por menos de R$ 1.500. Às vezes, quando a doença evolui, o cuidador pode precisar da ajuda de um enfermeiro.

AE - O que move um familiar a cuidar de um velhinho mesmo sem receber nada por isso?
 MARLETH - Em geral, são pessoas generosas. Costumam pensar "já que a pessoa precisa de ajuda, tenho de ajudar". Nem todo mundo acha natural ser cuidador.

AE - Cuidar dos pais velhos é uma tradição no Brasil?
MARLETH - Na sociedade brasileira atual não é imperativo. Geralmente isso é decidido entre a família e, quase sempre, a tarefa acaba ficando com a filha. Para muita gente ainda é doloroso mandar o velho para uma clínica de repouso - sendo que às vezes o idoso prefere assim, pelos cuidados e pela atenção que recebe. E há também as casas de repouso que mais parecem hotéis de luxo, com serviço de flat, área de convivência. Essa realidade é mais observada nos Estados Unidos, mas é uma questão de tempo para se popularizar no Brasil.
 
________________________________
 
Fonte: Agência Estado, 06/08. Reproduzido por Brasil - Último Segundo.
Disponível em: 
http://ultimosegundo.ig.com.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

MULHERES E A COPA DO MUNDO


Estamos divulgando com 3 meses de antecedência, as 13 regras para a Copa do Mundo de 2010 para que vocês leiam com calma, entendam e não nos incomodem.
1. Durante a Copa, a televisão é minha, 100% minha, o tempo todo. Sem exceção nem discussão. Não estarei importando se for o último capítulo da novela das 8, onde Helena, a mocinha, comete suicídio introduzindo um ferro em brasa na boca. Se você dirigir o olhar ao controle remoto, uma vez sequer, você perderá… Perderá os olhos!
2. De 9 de junho a 9 de julho de 2010, você deverá ler a seção de esportes do jornal de modo a se manter a par do que se passa com respeito à Copa do Mundo, o que lhe permitirá participar das conversas. Caso não proceda desta maneira, você será olhada com maus olhos, ou mesmo ignorada por completo. Neste caso, não reclame por não receber nenhuma atenção.
3. Se você precisar passar em frente à TV durante um jogo, eu não me importarei, contanto que o faça rastejando e sem me distrair. Se você (esposa, noiva, namorada, parceira, amiga ou colega) decidir se exibir nua diante de mim à frente da TV, esteja certa de vestir-se imediatamente em seguida pois, se pegar um resfriado, não terei tempo de levá-la ao médico nem de lhe dar assistência durante o mês da Copa.
4. Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que me encha o copo de cerveja, ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará fora de si se achar que irei ouvi-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que possa ter caído no chão… não vai acontecer.
5. É uma boa ideia manter pelo menos 2 caixas de cerveja na geladeira o tempo todo, bem como razoável variedade de tira-gostos e belisquetes. E, por favor, não faça cara feia para meus amigos quando eles vierem assistir jogo aqui em casa comigo. Como recompensa, você estará autorizada a transar comigo e assistir TV entre meia-noite e seis da manhã, a menos, é claro, que neste período haja a reprise de algum jogo que eu tenha perdido durante o dia.
6. Por favor, por favor, por favor! Se me vir contrariado por algum time de meu interesse estar perdendo, NÃO DIGA coisas como “Ah, deixa isso pra lá, é só um jogo…” ou “Não se preocupe, eles vão ganhar da próxima vez….” Se disser coisas desse tipo, só me deixará com mais raiva e vou amá-la menos. Lembre-se, você jamais saberá mais sobre futebol do que eu e suas supostas “palavras de encorajamento” apenas nos levarão à separação ou ao divórcio.
7. Você será bem-vinda a sentar-se comigo para assistir um jogo e poderá me dirigir a palavra no intervalo entre o 1º e o 2º tempos, mas apenas durante os comerciais e (importante) APENAS se o placar do primeiro tempo tiver sido do meu agrado. Favor notar também que especifiquei UM jogo, ou seja, não use a Copa do Mundo como pretexto mimoso para aquela coisa de “passarmos tempo juntos”.
8. Os repetecos dos gols são muito importantes. Não importa se já vi o gol ou não, eu quero ver novamente. Muitas vezes.
9. Não incomode a mim ou meus amigos perguntando sobre as regras do futebol. Olhe o jogo e finja que está entendendo. Pule e grite quando eu pular e gritar. Nunca, jamais pergunte como funciona a regra do IMPEDIMENTO. Você não tem capacidade intelectual para entender.
10. Avise suas amigas para no mês da Copa não darem à luz nenhum neném, ou mesmo promover qualquer festa de criança ou eventos de qualquer natureza que exijam minha presença, porque:
a) Eu não vou
b) Eu não vou
c) Eu não vou
11. No entanto, se um amigo meu nos convidar para ir à casa dele num domingo para assistir um jogo, iremos de imediato.
12. As resenhas e debates esportivos da Copa toda noite na TV são tão importantes quanto os jogos propriamente ditos. Que nem lhe passe pela cabeça dizer coisas como “Mas você já viu isso tudo… porque não muda para um canal que todos possamos assistir?” Se disser algo assim, saiba desde já que a resposta será: “Veja a regra nº 1 dessa lista”.
13. E, finalizando, por favor poupe-me de expressões como “Graças a Deus que só tem Copa do Mundo de quatro em quatro anos”. Estou imune a manifestações ridículas dessa natureza, pois após a Copa vêm a Liga dos Campeões, a Sub20, o campeonato italiano, o espanhol, o alemão, o brasileirão, o cariocão, o paulistão, o mineirão, etc.
Grato por sua cooperação,
Assinado: Todos os Homens do Mundo!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Miolo ou Casca?


PARA REFLEXÃO

Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata. 
A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. 
Ela pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida". 
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: 
- Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!

MORAL DA HISTÓRIA: 
Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe...

Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você... 
Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.

Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também entre pais e filhos, entre amigos e mesmo entre colegas de trabalho. As relações humanas seriam melhores se entendêssemos isto!!! 

quinta-feira, 20 de maio de 2010


Teoria dos Fios de Ouro & Terapia do Elogio


A Teoria dos Fios de Ouro
Humberto Maturana é um biólogo chileno que fala e escreve muito sobre como somos resultado de nossas emoções e relações. Ele tem uma teoria sobre como viver em estado de graça e evitar a depressão ou aquela solidão de isolamento e abandono.

Chamo essa sua teoria dos Fios de Ouro e explico assim: cada vez que faço um vínculo, por estar absolutamente verdadeira e presente, com flores, cores, lua, céu, mar, animais, cristais, artes, pessoas, amigos, conversas, livros, palavras, expressões, risos, choros, abraços, mãos dadas, olhares etc., cada vez que me emociono com estes momentos de troca, de relação; Maturana afirma que se formou, em cada um destes contatos verdadeiramente percebidos e vividos, um Fio de Ouro que me liga àquela flor, quadro, sorriso, lágrima, lua, filho ou amigo.

Assim, toda vez que me acontecer algo que possa me roubar energia, me jogar no chão, como numa solidão depressiva ou ansiedade doentia, todos aqueles fios de ouro não me deixarão cair ou caída por muito tempo.
E, quanto mais Fios de Ouro vou cronstruindo pela vida, mais difícil será cair e me sentir sozinha. Mais fácil e rapidamente me recupero daquele desafio e sigo encontrando situações para me manter alerta e tecendo novos Fios de Ouro, fortalendo minha malha de sustentação ao amor e estado de graça.
E, quanto mais ligada à vida estou por estes Fios de Ouro, mais vontade tenho de rir, abraçar e elogiar!

Então, vejamos o que o psicólogo Arthur Nogueira tem a nos falar sobre sua Terapia do Elogio:
Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.

A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos etc.

Só vemos pessoas distantes do seu coração valorizando artistas, cantores, fofocas, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto, da imagem e só.

Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias, a todos. A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho ou percepção impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados.

Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.

Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

Pense nisso! 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vende-se Tudo
Por Martha Medeiros

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma
mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a
família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço
do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado,
comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.


Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo
apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi
tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala
de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.


Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o
bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém
aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às
vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido
comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra
subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu
sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam
meus móveis e minhas bugigangas.


Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu
lar, que a cada dia ficava mais nu. No penúltimo dia, ficamos só com o
colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão,
que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora
antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.


Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que
aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me
apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo
excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para
se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que
torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram
importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha
vida…


Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos
Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile.
Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época
tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia
muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café
da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as
emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde.
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de
leveza….só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é
melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ!


Não são as coisas que possuímos ou compramos que representam riqueza
ou plenitude. São as dádivas especiais que não tem preço, como
família, amigos e saúde.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

DEZ MOTIVOS PARA SER ELEGANTE




Antes de fazer 40 anos, me pediram para escrever um texto sobre a elegância. Pensei muito na diferença entre ser chic e elegante. Ser chic tem a ver com a técnica e existem até manuais para isso. Dá para aprender a sentar, comer com n talheres, se vestir corretamente, entre outras coisas que o mundo considera enquanto tal. Elegância é um estado de espírito que se conquista, dia-a-dia. Tem a ver com pequenos gestos cotidianos. No final, acabei escrevendo um texto a la auto-ajuda, porque no fim de tudo, nada mais elegante do que ser bem-humorado, e não se levar a sério demais!
1. A elegância é um ESTADO DE ESPÍRITO. Quando se fala em elegância a última coisa que importa é a roupa. Ela nos acompanha do momento em que acordamos ao fechar dos olhos na noite. Vai muito além de saber usar talheres e do sorriso certo em festas. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.
2. São as três frases fundamentais na boca elegante: “POR FAVOR”, “MUITO OBRIGADO” e “SINTO MUITO”. É tão simples e tão óbvio que esquecemos delas a todo instante. Independe de hierarquias, posição social ou religiosa. Se você as usa somente com algumas pessoas, com certeza, a elegância passou longe. Se deixou de usar com as pessoas mais próximas e íntimas, naquela base “Ah! É minha amiga”, são estas, acima de tudo, que merecem todas as gentilezas do mundo.
3. Ser elegante é ter a capacidade de PERCEBER O INVISÍVEL nas pessoas, cidades, no mundo. Aguçar a capacidade de enxergar o que não é revelado a primeira vista, manter o espírito curioso, desenvolver a sensibilidade, faz parte do mundo elegante.
4. Ser elegante é sempre deixar o CORAÇÃO a mostra. Não importa o que os outros digam, não importa de que lado você esteja, não importa quem você é. O amor muda as pessoas, cura as mágoas, seca cicatrizes e faz a gente sorrir.
5. Ser elegante é saber COMPARTILHAR. Nada adianta acumular conhecimentos, coisas materiais, amizades, se temos um quê de egoísta. Muitas vezes menos é mais, dividir é somar. A matemática da vida é menos precisa, mas viver é preciso.
6. Elegância é saber DEIXAR AS MÁSCARAS caírem para revelarem nosso verdadeiro eu, sem que isso nos deixem frágeis ou vulneráveis. Num mundo de aparências, a verdade é sempre bem-vinda.
7. Ser elegante é ter a capacidade de se REINVENTAR todos os dias.Todos nós somos frutos de uma soma infinita de informações, relações, afetos e desafetos. Não significa que temos que reservar somente os bons momentos na memória, com o risco de cometer os mesmos erros, mas de fato lembrar [sempre] que somos uma possibilidade sensível de melhorar o mundo em que vivemos.
8. Elegância tem haver com SABER ENFIAR O PÉ NA JACA E ENFRENTAR O DIA SEGUINTE. Mas temos a obrigação de SABER QUE HORA PARAR! Antes do vexame, antes da queda,da perda de memória, antes da culpa!
9. A capacidade de RIR DE SI MESMO é de fato, muito elegante. Quem se leva a sério demais, corre o risco de virar um chato. Somos todos ridículos alguma vez na vida, temos gostos cafonas espalhados aqui e acolá, então relaxe e aproveite mais você mesmo e a vida.
10. SER ELEGANTE não tem nada haver com frescura. Pedir licença para nosso lado  brucutu; é descobrir que NUM MUNDO CADA VEZ MAIS VIOLENTO, A ARTE DE CONVIVER É CADA VEZ MAIS URGENTE E NECESSÁRIA.


FONTE :

terça-feira, 4 de maio de 2010


PASSOS DE MÃE
   (Essa história de autoria desconhecida está presente no volume 8 da coleção FRASES, DICAS E HISTÓRIAS MARAVILHOSAS)

(Foto By Sandra Hasmann)

        Era um daqueles dias de muito serviço em casa. E com 6 crianças e um à caminho, ficava ainda mais agitado. Neste dia em particular, eu estava com mais dificuldades para fazer as tarefas de rotina, por causa de um pequeno menino.
        Len, que tinha cinco anos naquela época, estava em meus calcanhares, não importava aonde eu ia. Sempre que eu parava para fazer alguma coisa e virava para voltar, eu tropeçava nele. Diversas vezes, eu pacientemente sugeri atividades divertidas para mantê-lo ocupado e afastado.
        - Você gosta de brincar no balanço, não gosta? Então vai brincar lá. - Eu pedi outra vez.
        Mas ele simplesmente me lançou um sorriso inocente e disse:
        - Eu gosto mãe, mas eu prefiro ficar aqui com você. - E continuou a saltar feliz atrás de mim.
        Após pisar em seu pé pela quinta vez, eu comecei a perder a paciência e insisti que fosse para fora brincar com as outras crianças. Quando eu lhe perguntei por que estava agindo daquela forma, ele me olhou com aqueles doces olhos verdes e disse:
        - Sabe o que é? Na aula de domingo o professor disse para a gente andar nos passos de Deus. Como não posso vê-lo, estou seguindo os seus.
        Eu recolhi Len em meus braços e o apertei bastante. Lágrimas de amor e humildade derramaram sobre a oração que brotou em meu coração - uma oração de agradecimento pelo simples, contudo bonito ponto de vista de um menino de cinco anos.




Para adquirir os livros FRASES, DICAS E HISTÓRIAS MARAVILHOSAS individualmente ou a coleção completa (8 livros),
 ligue para o telefone (11) 2095-6466 ou procure na Livraria Saraiva mais próxima.

Orlando Nussi